Duas Quintas Reserva branco 2008

Fundada em 1880 por Adriano Ramos Pinto, um dos grandes nomes do vinho do Douro e de Portugal, a Casa Ramos Pinto desde cedo demonstrou uma estratégia inovadora e empreendedora para a época. Os vinho Ramos Pinto tornara-se assim, uma referência de qualidade, acabando por se tornar proprietária de quintas com características muito especiais, com o fim de alcançar o objectivo de assegurar o controlo e a qualidade de todo o processo de produção.
Em 1990, a Casa Ramos Pinto passou a integrar o Grupo Roederer, cuja história tem características idênticas. As qualidades que deram fama à Casa Ramos Pinto ganham agora uma maior dimensão internacional. Esta parceria trouxe à luz um projecto iniciado nas pesquisas vitícolas de 1976 e lançou os vinhos de mesa tintos e brancos Ramos Pinto. Uma longa aventura, que oferece hoje uma vasta panóplia de excelentes vinhos. Marcas como Duas Quintas e Bons Ares estão na linha da frente dos vinhos portugueses.
Em 2008, pela primeira vez, faz-se o Reserva branco Duas Quintas. Para tal, foram seleccionadas castas nas Quintas de Ervamoira e Bons Ares. As uvas, cuidadosamente vindimadas, são prensadas e o mosto fermentado em barricas de carvalho francês, onde estagia durante 9 meses sob a borras finas. Foram usadas para o lote as castas Viosinho, Rabigato e Arinto.
Tem uma cor amarelo citrino vivo.
Aroma com média intensidade, dando sinais de estar ainda um pouco fechado. Notas alimonadas e de ameixas brancas. A fruta está bem amparada por flores e notas do estágio em madeira, onde temos fumo e baunilha. Fundo mineral.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Tal como no aroma, começa com os citrinos, abrindo caminho para as flores em ambiente abaunilhado. Ligeira toque amendoado. Final longo, com boa dose de complexidade.
Provei este vinho por 3 ocasiões. Tive a oportunidade de o provar no seu lançamento, notando-se desde logo que estávamos perante um vinho de qualidade superior. Provado mais calmamente, confirmei a prova anterior. Estamos na presença de um vinho superior, com boa complexidade, onde ainda se nota a sua juventude, aliada a uma certa austeridade positiva. Um vinho que não vira a cara a uma guarda, mas que dá, desde já, uma bela prova. Uma bela estreia. 17.
publicado por allaboutwine às 12:29 | link do post