Rosé da Peceguina 2008

Até há cerca de 10 anos, a região de Beja não tinha ligação com a produção de vinho. É uma região muito quente e só com recôrrência à rega é que os podutores existentes sobrevivem. E eles já não são assim tão poucos.
Um dos produtores mais mediáticos é a Herdade da Malhadinha Nova, de Albernôa. Depois do auspicioso ano de 2003, o da sua estreia, com o belíssimo Malhadinha 2003, foi lançando marcas no mercado, todas elas com qualidade muito alta e com uma imagem fora do comum. Um verdadeiro conceito de aproximação pelo lado afectivo e familiar. Em suma, um verdadeiro êxito.
O Rosé da Peceguina foi uma das marcas lançadas. Um vinho que tenho seguido desde a sua estreia, um vinho que me tem cativado.
Em prova temos a versão 2008, que foi feita com as castas Touriga Nacional e Aragonês.
Tem uma cor vermelha carregada.
Aroma de média intensidade, com notas de fruta vermelha a lembrar groselhas, algumas ameixas e também morangos. Algum floral.
Boca com bom corpo e boa acidez. Sabor frutado, onde também temos as groselhas, cerejas, ligeiro tropical e ponta de chocolate branco. Final longo, frutado e fresco.
Temos aqui um rosé bem estruturado, encorpado e frutado, mas com a acidez a contrabalançar bem todo o seu peso. Tem 14,5% de álcool e por isso temos de ter algum cuidado com a temperatura de seviço. Essencialmente para acompanhar umas boas entradas. 16.
publicado por allaboutwine às 13:44 | link do post