Quinta-feira, 14.01.10

Quinta Dona Matilde Vintage 2007


Provo agora um Vintage do ano 2007, antes, sinto-me um afortunado por provar um Porto Vintage, um vinho único no mundo e ainda por cima de um ano considerado por muitos como um ano de referência. Quantos enófilos terão esse prazer, já pensaram nisso?

A Quinta Dona Matilde fica situada nas margens do rio Douro entre a Régua e o Pinhão, zona de muitos e bons produtores durienses. É um Quinta familiar com cerca de 93 hectares, 28 deles com vinhas de alta qualidade, classificados com a letra A, expoente máximo da região do Douro. Manuel Ângelo Barros, antigo administrador da Sogrape, é a cara da Dona Matilde, que, com a companhia do seu filho Filipe Barros na área das vendas, dão corpo a um projecto recente, mas onde a qualidade impera e que, com a experiência da equipa, irá dar frutos, com toda a certeza.

Este  Vintage 2007 foi feito com as castas tradicionais do Douro, entre elas a Touriga Franca, a Tinta Barroca e o Bastardo. As uvas têm direito a pisa a pé e após o estágio em barricas durante 2 anos é engarrafado. Tem uma cor muito escura, quase opaca. Aroma com boa intensidade, com boas notas de fruta vermelha (framboesas, ginjas), mineral. Continua com chocolate preto amargo na companhia de alguma flores. Boca encorpada e com uma bela acidez. Confirma o que ancontramos no nariz. Fruta, chocolate, algum mineral, flores, esteva. Belo final, longo e complexo.

Temos aqui um vinho que não tem um perfil poderoso, compacto. Antes mostra-nos alguma abertura, com boa complexidade e generosidade. Apesar de durar ainda uns longos anos em garrafa, está muito bom para ser bebedo nesta altura. Comigo, acompanhou um generoso bolo de chocolate. 17.
publicado por allaboutwine às 14:54 | link do post | comentar

Quinta da Alorna Touriga Nacional 2008

A exportação é cada vez mais o principal objectivo das empresas portuguesas e as empresas produtoras de vinho não fogem à regra. Há muito tempo que o consumo de vinho em Portugal está a diminuir, tal como a capacidade de os adquirir e os produtores têm de escoar a produção, sob pena de ficarem com colheitas atrás de colheitas na adega. Por isso, torna-se urgente exportar os vinhos e há que unir esforços e trabalhar afincadamente.

A Quinta da Alorna é um dos principais players da região Tejo. Com a direcção enológica a cargo de Nuno Cancela de Abreu a empresa deu um salto qualitativo nos seus vinhos. Temos então produtos com qualidade e a preços mais que justos. É uma referência da região.

Este vinho que temos em prova é um vinho feito para exportação, um varietal de Touriga Nacional e com algum estágio em madeira. A Touriga Nacional pode e deve ter um papel importante na conquista dos mercados exteriores. É uma casta com qualidade evidente, diferente das restantes e com enorme potencial. Há que apostar nela, mas com vinhos de qualidade, com vinhos que enalteçam a casta. Foram feitas 10.000 garrafas e "enrolhadas" com rosca metálica (screwcap). Temos assim um vinho com cor escura. Aroma intenso com notas florais que estão acompanhas por fruta, que nos faz lembrar groselhas e morangos. Alguma tosta e ligeiro toque metálico. Boca com bom volume e com acidez mediana. Marcadamente floral, com toque de fruta vermelha e tosta. Final mediano com alusões à casta.

Temos aqui um vinho com um perfil que dificilmente não diríamos que era um Touriga Nacional. Muito floral, com alguma fruta, redondo e com alguma complexidade. Um bom vinho para quem quer explorar e conhecer a casta. Não o veremos por cá, espero que muita gente o veja lá por fora. 15,5.
publicado por allaboutwine às 04:34 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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