Sábado, 17.10.09

Comenda Grande tinto 2007

Vamos dar um salto a Arraiolos, ao Monte da Comenda Grande. Um projecto recente, onde no meio de 750 hectares do Monte onde impera a cultura de sequeiro e sobreiros , foram plantados 30 de vinha. No fundo foi voltar a uma cultura antiga do Monte e para aproveitar o espaço nele existente.
Os primeiros vinhos entraram logo nas escolhas dos portugueses, numa aposta na boa relação entre o preço e a qualidade, com os valores dos DOC branco e tinto a rondar os 5 euros. Pouco depois sairia o primeiro Reserva da casa, um vinho mais sério, com um preço de 15 euros, que a meu ver continua a ser uma bela compra, como veremos lá mais para a frente.
Em prova temos O Comenda Grande 2007, o tinto colheita da casa. Um vinho feito com Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet e estagiou em barricas novas de carvalho.
Tem uma cor carregada.
Aroma intenso, com notas tostadas, abrindo depois para fruta madura a lembrar ameixas a framboesas. Toque floral e fundo abaunilhado.
Boca encorpada e com boa acidez. É frutada, em conjunto de sabores mais florais e abaunilhados. Final longo e guloso.
Temos aqui um vinho muito agradável, com qualidade evidente. Bastante jovem, um pouco marcado pela madeira, mas bastante apelativo. Com mais um ano de garrafa, ficaremos com uma belo vinho. 16.
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Segunda-feira, 12.10.09

Quinta do Portal Relato 2008

Vamos falar de um vinho que é uma novidade da Quinta do Portal, o Relato 2008. Um vinho que procura ser diferente do branco Portal, um vinho que nos tenta conquistar pela diferença.
Em busca de maior frescura, foram colhidas a cerca de 500m de altitude as uvas de Gouveio, base deste vinho. Para completar o lote, acrescentaram a Malvasia Fina e o Viosinho. Ganhou vida após estágio em inox, onde ganhou complexidade e afinamento.
Sai da garrafa com uma cor amarela citrina.
Aroma com boa intensidade, onde se nota logo a grande frescura que tem. Notas minerais, vegetais e alimonadas. Fundo floral.
Boca de médio corpo e muito fresca. Bastante seca, onde se notam as flores e a componente mineral e vegetal. Final longo e fresco.
Temos aqui um vinho que se diferencia do Quinta do Portal pela frescura e austeridade que apresenta. Perde na fruta, mas ganha na intensidade e espacialidade que apresenta. Um belo vinho, que acompanha muito bem pratos e peixe e mariscos. O objectivo foi plenamente conseguido. Uma bela estreia. 16.
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Domingo, 11.10.09

Quinta do Portal rosé 2008

Passamos agora ao rosé de 2008. Desde a sua estreia que este vinho está no topo quando se fala neste tipo de vinhos em Portugal.
Até à colheita de 2007, este vinho era elaborado através de sangria, mas com a exigência do mercado, que cada vez mais procura vinhos frescos e gastronómicos, 50% do volume passou a prensagem directa, o que obrigou a apanhar as uvas mais cedo, propositadamente para fazer este vinho. Não são muitos produtores que o fazem. Foi estagiado em contacto com as borras, para assim garantir uma maior complexidade e longevidade do vinho.
As castas que entraram no lote foram a Tinta Roriz, que faz 50% do lote, a Touriga Nacional e a Touriga Franca.
Tem uma cor rosa atijolada.
Aroma de boa intensidade, onde aparecem notas de fruta vermelha a lembrar morangos, cerejas e groselhas. Fundo floral.
Boca de corpo mediano e bastante fresca. Marcada pela fruta que encontramos no aroma e também pelas flores. Bom final, frutado e fresco.
Temos aqui um rosé de belo efeito, com a fruta em bom plano e bem amparada com a frescura floral. Está um rosé de perfil gastronómico, fresco, e que acompanhará muito bem entradas ou peixes e mariscos. Gostei. 16.
publicado por allaboutwine às 14:35 | link do post | comentar

Quinta do Portal branco 2008

A Quinta do Portal é um produtor de referência no Douro. Uma empresa bem sucedida, com belos vinhos, uma grande aposta no enoturismo, com a Casa das Pipas, onde recentemente foi distinguida com um prémio nacional no concurso Best Of Wine Tourism.
Em pleno coração do Douro, e com as castas tradicionais da região, saem vinhos que nos deliciam, desde os belos Moscateis, passando pelo Portos e pelos espumantes e acabando nos vinhos de mesa, onde o seu expoente mais alto será o Auru, um vinho de excelência que só sai em anos considerados ótimos.
Agora falo do Quinta do Portal colheita, aqui na sua versão branco. Um vinho feito com as castas Rabigato (35%), Malvasia Fina (30%), Gouveio (25%), e Viosinho (10%). Um quarteto que estagia em inox em contacto com as borras.
Sai da garrafa com uma cor amarela citrina.
Aroma com boa intensidade, onde sobressaem notas florais, bem acompanhadas pela fruta, que lembra abacaxi, manga e maracujá. Depois vêm frutas menos axóticas, tipo maça e pêra verde. Toque alimonado.
Boca de bom corpo e bastante fresca. Como no aroma, sentimos fruta exótica tipo ananás, abacaxi, maracujá, manga. Toque floral. Final longo e fresco.
Temos aqui um vinho com alguma complexidade, muito fresco e frutado. Uma bela escolha para beber como aperitivo ao a acompanhar pratos leves. Uma boa escolha. 15,5.
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Terça-feira, 06.10.09

Quinta do Francês tinto 2007

Começamos a sentir o Algarve com outra atitude, a vê-lo com outros olhos. Com olhos de descoberta e contentamento por estar a surgir uma região nova e com vinhos de qualidade. Sim, região nova, porque o que existia
era medíocre, nada parecido com o que começa a desabrochar.
A Quinta do Francês é um projecto recente, com plantação das castas em 2002 e com a primeira colheita a sair somente em 2006. As castas plantadas nos terrenos xistosos da Quinta, em Odelouca, junto à Serra de Monchique foram o Aragones, Cabernet Sauvignon, Syrah e Trincadeira. Um terroir muito parecido com o Douro e que dão origem a vinhos muito característicos. A enologia está a cabo do próprio dono da Quinta, Patrick Agostini, francês residente no Algarve e da consultoria da WineID (Claudia Favinha e Antonio Maçanita).
Este vinho em prova é a segunda colheita. Foi feito com as castas Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Syrah e estagiou em barricas de carvalho francês novas durante 20 meses.
Tem uma cor escura, muito jovem.
Aroma intenso e muito frutado, a lembrar cerejas e amoras. Depois vêm aromas mais terrosos e especiados, onde temos forte presença de baunilha.
Boca gorda, encorpada, e com boa acidez. Temos de novo muita fruta, muito bem envolvida na baunilha e em notas mais secas e terrosas. Belo final, longo e muito saboroso.
Temos aqui um belo vinho algarvio. Um vinho complexo, com carisma, onde se sente toda a sua juventude e força. Tem um lado mais austero, com mineralidade evidente e muito bem vinda.
Um bom projecto no Algarve, ao qual auguro um futuro risonho. 16,5.
publicado por allaboutwine às 13:27 | link do post | comentar
Segunda-feira, 05.10.09

Vale DÁlgares Selection branco 2008

Mais um vinho do nosso Tejo. Talvez a região portuguesa onde podemos encontrar vinho de perfil mais internacional, em quantidade e qualidade.
Este Vale D'Algares é um bom exemplo disso. Um vinho, onde à casta internacional Viognier foi adicionada a portuguesa Alvarinho. Um dueto imprevisto e só possível nos países chamados "Novo Mundo" ou no nosso Tejo. Claro que peco pelo exagero, mas não estou muito longe da verdade.
Será uma maneira de ver o vinho, uma maneira de encarar o mercado, e ninguém poderá dizer qual a melhor, se o tradicionalismo velho mundista, se o empreendedorismo novo mundista. Venha o copo e escolha.
Este Selection 2008 estagiou 90% em barricas de carvalho francês e 10% em inox.
Sai da garrafa com uma cor amarelo citrino.
Aroma intenso, com muitas notas de fruta tropical a lembrar mangaligeiro maracujá e pêssego. Ligeiro vegetal em fundo abaunilhado.
Boca gorda e bem fresca. Permanece a fruta dos trópicos, juntamente com algum pêssego e ligeiro alimonado. Tudo isto em fundo abaunilhado. Final longo e saboroso.
Temos aqui um vinho que me cativou à primeira cheiradela. Intenso, frutado, com tudo no sítio para agradar. O corpo é muito bem amparado pela acidez bem colocada e que transmite sensação de amplitude. Onde falta em complexidade, ganha em goludice. Gostei do vinho. 16,5.
publicado por allaboutwine às 12:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Monte da Peceguina branco 2008

Provamos aqui mais um vinho do Alentejo, da Herdade da Malhadinha Nova.
Monte da Peceguina é a gama de entrada do produtor e existe na versão branco, tinto rosé.
Este branco de 2008 foi feito com as castas Antão vaz, Verdelho e Roupeiro e teve estágio em inox.
Sai da garrafa com uma cor amarelo citrino.
Aroma com boa intensidade, com notas de fruta de polpa branca a lembrar pêras, pêssegos e ameixas brancos. Tem um lado mais vegetal, tipo talo de couve e também um leve mineral.
Boca encorpada e com boa acidez. A fruta continua a ter o papel principal, aqui também acompanhada de vegetal e mineral. Bom final, frutado e fresco.
Temos aqui um vinho onde se nota uma boa estrutura bem acompanhada de boa acidez. Um vinho de boa qualidade, interessante, com ligeira complexidade e que dará muitas alegrias à mesa. Tem um preço um pouco abaixo dos 10 euros, o que poderá ser um tanto alto para o bebermos quantas vezes quisermos. Boa aposta. 15,5.
publicado por allaboutwine às 04:57 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Vale DÁlgares Colheita Tardia branco 2007

A moda dos Colheita Tardia pegou. São várias as marcas a aparecer e os produtores estão a apostar neste tipo de vinho que, até há uns anos atrás, era muito pouco conhecido em Portugal. É um tipo de vinho que poder ser bebido em várias ocasiões, como por exemplo em entradas onde entrem patés e foie gras, no fim da refeição a acompanhar sobremesas não muito doces e com alguma acidez ou simplesmente acompanhar uma bela conversa.
Este branco do produtor Vale D'Algares fei feito pela primeira vez no ano de 2006. Um vinho feito com a casta Viognier que, por questões legais só pode ser apresentado como vinho de mesa. Agora provamos o 2007.
Tem uma cor amarelo carregado.
Aroma de grande intensidade, onde encontramos notas de marmelo e marmelada, mel. A fruta aparece a lembrar frutos secos tipo figos, notas citrinas como laranja e a sua casca.
Boca com bom volume e uma bela acidez. Marmelada, mel, laranja, ananás em calda. Bom final, adocicado e fresco.
Temos aqui um belo Colheita Tardia, complexo, com bom volume e frescura. Um belo vinho. 16,5.
publicado por allaboutwine às 04:09 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 01.10.09

Rosé da Peceguina 2008

Até há cerca de 10 anos, a região de Beja não tinha ligação com a produção de vinho. É uma região muito quente e só com recôrrência à rega é que os podutores existentes sobrevivem. E eles já não são assim tão poucos.
Um dos produtores mais mediáticos é a Herdade da Malhadinha Nova, de Albernôa. Depois do auspicioso ano de 2003, o da sua estreia, com o belíssimo Malhadinha 2003, foi lançando marcas no mercado, todas elas com qualidade muito alta e com uma imagem fora do comum. Um verdadeiro conceito de aproximação pelo lado afectivo e familiar. Em suma, um verdadeiro êxito.
O Rosé da Peceguina foi uma das marcas lançadas. Um vinho que tenho seguido desde a sua estreia, um vinho que me tem cativado.
Em prova temos a versão 2008, que foi feita com as castas Touriga Nacional e Aragonês.
Tem uma cor vermelha carregada.
Aroma de média intensidade, com notas de fruta vermelha a lembrar groselhas, algumas ameixas e também morangos. Algum floral.
Boca com bom corpo e boa acidez. Sabor frutado, onde também temos as groselhas, cerejas, ligeiro tropical e ponta de chocolate branco. Final longo, frutado e fresco.
Temos aqui um rosé bem estruturado, encorpado e frutado, mas com a acidez a contrabalançar bem todo o seu peso. Tem 14,5% de álcool e por isso temos de ter algum cuidado com a temperatura de seviço. Essencialmente para acompanhar umas boas entradas. 16.
publicado por allaboutwine às 13:44 | link do post | comentar

Altas Quintas Crescendo rosé 2008

A versão de 2006, ano de estreia, foi um pouco polémica. Um rosé encorpado, denso, com aromas tostados (apesar de o produtor garantir não ter estágio nenhum em madeira). Um rosé que, na altura, era diferente de todos os outros. Estou a falar do Crescendo, um dos melhores rosés de Portugal.
Feito em altitude, a cerca de 600m, em plena Serra de São Mamede, foram escolhidas as uvas de Aragonês das zonas mais frescas da vinha. Vinificado e estagiado em cubas de inox. Para quem não sabe, a enologia é feita pelo conceituado enólogo Paulo Laureano, mentor de grandes vinhos em terras alentejanas.
Sai da garrafa com uma cor tijolo escuro.
Aroma intenso, com notas de cerejas, morangos maduros, groselhas.
A boca apresenta bom volume e está bastante fresca. Tal como o aroma, a fruta marca o palato, com groselhas e morangos.
Bom final, cheio de fruta e frescura.
Temos aqui um vinho cheio de fruta madura mas com uma bela acidez que compensa muito bem a doçura e o peso. Claramente para a mesa, não virando a cara a pratos um pouco mais puxados. 16.
publicado por allaboutwine às 13:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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