Sábado, 18.07.09

Encosta das Perdizes tinto 2006

Agora temos um vinho das regiões mais quentes de Portugal, o Alentejo profundo, a região de da Amareleja.
A Cooperativa Agrícola da Granja é um elemento dinamizador na região, que de tão quente e seca que é, torna-se difícil qualquer tipo de agricultura. A vinha é uma das que resiste neste clima.
Este vinho em prova é um exemplar típico desta zona, feito com as castas Moreto, Aragonês, Alfrocheiro e Trincadeira. Castas típicas da regão, portanto.
A cor é rubi com boa intensidade. Aroma muito frutado, com morangos maduros, em compota, cerejas, ginja. Folhas de tabaco, algum chocolate de leite. Ligeiro toque de casca de árvore seca, aqueles bocados que se soltam. Boca de médio porte, tal como a acidez. Fruta vermelha doce, compotada. O álcool mostra-se com vontade de participar no conjunto, tornando a boca quente e picante. Final mediano e álcoolico.
Temos aqui um vinho que peca na boca, notando-se um pouco a álccol. Tem um aroma simpático, frutado, mas deita tudo a perder na prova de boca. O desequilíbrio é notório. É pena. 14.
publicado por allaboutwine às 11:07 | link do post | comentar

Lagar de Bouza Albariño branco 2008

Aproveitei uma feira no El Corte Inglés e comprei um exemplar espanhol da casta Alvarinho, das Rias Baixas. Quis conhecer o perfil da castas Alvarinho quando feita no lado "de lá" num vinho que não sendo topo de gama dos Albariños, apresenta-se num escalão aceitável, com um preço de cerca de 6 euros em promoção.
Sendo uma casta ibérica, para muitos uma das melhores brancas do mundo, é mais conhecida no exterior na sua vertente espanhola. Vá-se lá saber porquê! E não se pense que a qualidade é maior em Espanha que em Portugal, têm ambos grandes vinhos, e a média de preços são bem mais altos que cá.
Penso que passámos muito tempo a olhar para o nosso umbigo e a achar que os nossos vinhos eram os melhores do mundo, mas faltava ao mais importante, vende-los lá fora. Faltou fazer o que agora finalmente está a ser feito, mas como sempre, atrasados.
Este Lagar de Bouza é um Albariño sem estágio em madeira. Nota mais para a axcelente imagem do vinho, muito jovem e apelativa, factor decisivo, além do preço, para a minha compra dado que não o conhecia.
Vamos então ao vinho propriamente dito. Tem uma cor citrina, brilhante. O aroma é de média intensidade, onde se nota a fruta tropical característica da casta, com ananás e maracujá. Alguns aromas mais citrinos a lembrar limão. Vêm depois as flores brancas e delicadas sobre um fundo mineral. A boca tem bom corpo e com uma bela acidez. Continua com muita fruta, agora com algumas notas de pêssego, as flores e o fundo mineral. Final longo, fresco e frutado.
Temos aqui um belo vinho, onde se nota a fruta mas ela está no ponto certo, tal como a acidez, sem ser agressiva. Longe da austeridade de alguns exmplares da casta, é mais delicado e meigo. Gostei deste vinho, pelo que me dá vontade de experimentar mais Albariños, conhecer mais o lado espanhol da casta. 16,5.
publicado por allaboutwine às 02:38 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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