Quarta-feira, 06.05.09

Xisto 2004

A marca Xisto foi criada, segundo os seus mentores, para fazer um grande vinho com as castas do Douro, um vinho que mostre estrutura e complexidade, que possua o poder e o sol de Portugal conjugados com a elegância de Bordeaux. Um projecto de duas personalidades, Jorge Roquete e Jean-Michel Cazes, que decidiram criar uma grande vinho que fosse marcado pelas características naturais do Douro e pela experiência dos Cazes que fazem vinhos em Bordeaux há cerca de um século.
A enologia é feita por Manuel Lobo e Daniel Llose, as uvas são da Quinta do Crasto, que para este vinho juntaram as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Estagiaram 18 meses em barricas de carvalho francês.
A cor é vermelha escura. Aroma intenso, com notas de fruta vermelha a lembrar framboesas, cerejas e algum morango. Chocolate de leite e ligeiro caramelo. Algumas notas de folha de tabaco.
Tudo sobre fundo floral. Boca com bom volume e bem fresca. Mantém a fruta e as notas a chocolate e caramelo. Algum floral. Final longo e cheio de sabor.
Um vinho que alia a gulodice de notas mais adocicadas com os aromas mais florais e frutados tipicos do Douro. Muito boa complexidade, algo diferente da primeira colheita, esta mais mineral e floral, mas num perfil que dificilmente não agradará. Belo vinho. 17,5.
publicado por allaboutwine às 13:02 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Brancos ainda mais baratos

A prova dos brancos até 4 euros feita pela Revista Vinhos só veio confirmar a evolução qualitativa dos vinhos de gama média, os vinhos que nos dão prazer no nosso dia a dia, os vinhos que nos custam pouco dinheiro e que ainda podemos comprar sem olhar para a carteira.
Mas existe outra realidade, que julgo ainda ser uma boa parte dos consumidores, que nem estes vinhos podem comprar para a sua refeição quotidiana, para quem estes vinhos são vinho de festa, de fim de semana quando são visitados pela família. E é esta questão que me leva a escrever este post.
A qualidade dos vinhos de entrada de gama, dos vinhos mais baratos, principalmente dos vinhos de Adega, que não custam mais de 2 euros. São vinhos que geralmente têm uma qualidade muito dúbia, aos quais nós torcemos o nariz.
Eu venho deixar a opinião que estes vinhos também estão cada vez melhores, pelo menos aqueles que bebi recentemente numa festa. Vinhos como o Adega Borba, Porta da Ravessa, Terras de Xisto, são vinhos que não envergonham ninguém e aos quais não afastamos o copo, podem crer. A tecnologia faz maravilhas e ajuda os enólogos a conseguir alguma qualidade em matéria prima muitas vezes precária, e isso faz com que os vinhos apareçam mais modernos, com mais fruta, com outra cara. A imagem também está mais apelativa e mais jovem, piscando o olho ao consumidor mais jovem e menos conhecedor ou talvez menos intusiasta do tema. Já podemos escolher este tipo de vinhos não só para temperar, mas também para bebe-los de forma despreocupada e descomplexada.
publicado por allaboutwine às 12:09 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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