Terça-feira, 13.01.09

Capoeira 2006

Estão a ver aquelas ofertas de natal, aquelas ofertas de empresas que nem eu sei onde foram descobri-las? Pois é, fui brindado com uma dessas. O vinho em causa nem consta no site do produtor, o Casal Branco, um dos nomes grandes da (agora) região Tejo. Mas como todos os vinhos são merecedores de prova e como também poderia ter uma surpresa, arrisquei numa prova atenta e descomplexada. O contra-rótulo não diz a composição das castas, mas adivinha-se uma grande fatia de Cabernet. O vinho cai no copo com uma cor rubi de concentação média/alta. Aroma com boa intensidade, com muitas notas vegetais a lembrar pimentos e mais pimentos, a par de fruta a lembrar ameixas. Ligeiro chocolate preto. Boca de volume mediano, a cair para o delgado e com acidez média. Algo confusa os sabores, onde continua com as notas de pimentos e um pouco de fruta. Final algo curto.
Não sei se tem mesmo muito Cabernet ou terá algum defeito, mas que os pimentos chateiam, chateiam. Quase me tira a vontade de continuar. É directo, não tem muito para dizer. Será certamente uma gama baixa do produtor. 13,5.
publicado por allaboutwine às 13:56 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta dos Carvalhais Reserva 2002

A Quinta dos Carvalhais é o ex libris da Sogrape na região do Dão. A partir dela e sob enologia de Manuel Vieira, saem os vinhos tintos Grão Vasco, Duque de Viseu, Quinta dos Carvalhais (colheita e alguns monovarietais), Quinta dos Carvalhais Reserva e o Único (topo de gama da casa) e os brancos colheita e Encruzado. Até há pouco tempo o Reserva era o topo de gama, só lançado em anos de exepção. Ao contrário da moda, é um vinho que é lançado após longo estágio em garrafa (no mercado, está o 2002). São, por norma, vinhos muito elegantes, vinhos frutados e que evoluem muito bem em garrafa.
Nos últimos anos tenho acompanhado os colheita e os reserva, vinhos dos quais gosto muito. São vinhos de peito aberto, que mostram o melhor da região.
Este Reserva 2002 tem as castas Touriga Nacional e Tinta Roriz, duas das principais castas da região. Estagia 12 meses em barricas novas de carvalho francês e 4/5 anos em garrafa.
Presenta-nos com uma cor vermelho escuro. Aroma de média intensidade, com notas frutadas de morangos em calda, cerejas, ameixas em calda. Flores e notas balsâmicas de resinas de pinheiro e eucalipto. Grãos de café e chocolate "aftereight". Boca de médio porte com bela acidez, muito bem integrada. Notas achocolatadas e abaunilhadas envolvidas e fruta vermelha e ligeiro balsâmico. Belo final, muito elegante e equilibrado.
Era o que eu esperava do vinho. Um tinto muito elegante, equilibrado, com um perfil típico do Dão. Tem pernas para durar mais uns tempos em garrafa. 17.
publicado por allaboutwine às 13:52 | link do post | comentar

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