Segunda-feira, 23.06.08

Vallado 2006

Castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão.
Estágio: 16 meses em cubas de inox e em barricas usadas de carvalho francês com 1 ano.
Enologia: Francisco Olazabal.
Preço: 6€.
Vol: 14%.

Cor escura, jovem.
Aroma intenso, sinal da sua juventude. Uma mistura de frutos que lembra cerejas, e um ramo de flores, de violetas. Toque de borracha e chocolate guloso.
Boca com bom corpo, boa acidez, taninos controlados e doces. Continua a fruta apetecível e também as flores.
Bom final, cheio de fruta.
Aqui está um vinho que é impossivel não gostar, muito guloso, cheio de fruta e com um charmoso lado floral. Não é muito complexo mas é muito agradável. Pode ser um vinho para se beber nesta altura do ano, não é muito encorpado e vai bem, um pouco refrescado, 15/16º, com os diversos grelhados que tanto gostamos no Verão. 16.
publicado por allaboutwine às 12:39 | link do post | comentar

Volúpia 2007

Castas: Maria Gomes, Chardonnay e Sauvignon Blanc.
Estágio: Depósitos de aço.
Enologia: Nuno Bastos e Susana Pinho.
Preço: 4€.
Vol: 12,5%.
Amarelo esverdeado.
Aroma com boa intensidade.
Muita fruta tropical, com o maracujá a comandar as tropas. Tem um lado vegetal bem definido que lembra espargos verdes. Toque mineral.
Boca intensa, muito fresca. Continua a fruta tropical, o maracujá, alguma meloa.
Final longo e muito fresco.
Que bela surpresa. Provei este vinho em prova cega e surpreendeu-me pela frescura dos aromas e pela sua intensidade. Um bairradino de uma empresa que está a crescer na qualidade e a mostrar, agora nos brancos, essa sua aposta. O preço não deve andar longe dos 5€. Belo vinho. 15,5.


Deixo-vos um poema que está no rótulo.

No divino impodor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade,
A nuvem que arrebatou o vento norte...
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte.
Meus beijos de vólupia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vâo-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em volumptuosas danças...

Florbela Espanca
publicado por allaboutwine às 12:07 | link do post | comentar

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