Terça-feira, 26.01.10

Bacalhôa Moscatel de Setúbal 2003

Sou consumidor assíduo de Moscatel, tanto como aperitivo como à sobremesa. Tenho sempre uma garrafa no frigorífico e a par de um Porto branco, é o vinho que me "abre o apetite". São dois vinho de eleição que não dispenso.

Temos em Portugal várias marcas que servem este propósito e o da Bacalhôa é definitivamente um deles. Talvez seja mesmo o meu preferido, com uma consistência de louvar para um vinho com este preço.

Temos então a colheita de 2003, a última a sair para o mercado. Tem uma cor ambarina. Notas intensas de casca de laranja, mel, baunilha e flores, passas. Boca gorda e com boa acidez. Confirma inteiramente o nariz, em ambiente doce mas fresco e com boa profundidade.
Um bom Moscatel para o dia a dia, multifacetado, já com alguma estrutura e complexidade. Muito bem feito. 15,5.
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Terça-feira, 19.01.10

Vinhos Quinta do Carmo / tintos

A história desta Quinta remonta ao final do séc. XVII. O rei D. João IV mandou construir a Quinta do Carmo para uma dama da sua corte. Desses tempos nada restou excepto, provavelmente, o vinho Quinta do Carmo e a Herdade das Carvalhas, de onde provinham os vinhos e onde continuam ainda hoje a ser produzidos.
A Quinta do Carmo está localizada na região do Alentejo, a poucos quilómetros da cidade de Estremoz. É uma propriedade tipicamente alentejana, com uma área total de 1.000 ha, onde estão incluídos 100 ha de oliveiras, cereais, plantações de sobreiros e florestas.
Após uma longa joint-venture com o prestigiado grupo Lafite Rothschild, a Bacalhôa Vinhos de Portugal adquiriu, em 2008, a totalidade da Quinta, que passou a ser o centro de vinificação e produção de todos os vinhos do Alentejo do grupo Bacalhôa.
A adega, de linhas modernas e atraentes, foi submetida a uma renovação considerável em termos tecnológicos e de técnica de produção de vinhos. Aqui produzem-se vinhos de elevada qualidade, como os famosos Quinta do Carmo branco e Quinta do Carmo Reserva, entre outros, os quais têm obtido um enorme sucesso não só em Portugal como em vários países. (texto retirado do site do produtor).

Tenho de admitir que conheço muito pouco os vinhos da Quinta do Carmo. Não sou daqueles previligiados que conheceram os famosos Garrafeira da casa dos anos 80 e 90. Foram e continuam a ser um dos produtores mais conhecidos e respeitados do Alentejo. Agora, com o forte aparecimentos de marcas novas, alguns destes nomes vão ficando para trás. Nomes como Quinta do Carmo, Cartuxa, Herdade dos Coelheiros, entre outros, estão a ser relegados para  segundo plano face ao crescente número de novidades que aparecem quase todos os dias.
Estas marcas tiveram de se modernizar fazendo vinhos ao gosto do consumidor, ou pelo menos algumas marcas do seu repertório, sob pena de serem engolidos pelo mercado. E estão a faze-lo muito bem, com vinhos modernos, mais fáceis, com um estilo mais internacional. Actualizaram-se mas mantiveram a alma, o espírito alentejano que lhes deu fama.

Após passar por várias mãos, a Quinta do Carmo pertence agora ao império de Joe Berardo, do grupo Bacalhoa. Mudaram-se os rótulos, modernizaram a adega em termos tecnológicos e de técnica de produção. Temos assim vinhos com outra roupagem, modernos e de peito aberto para enfrentar o mercado.


Provei 2 vinhos da Quinta do Carmo, o Dom Martinho, gama de entrada, e o Quinta do Carmo colheita, um vinho que se situa na gama premium, logo atrás do reserva, o topo de gama. Ambos tintos, ambos as colheitas mais recentes no mercado.

Dom Martinho tinto 2006

Feito com as castas Aragonêz, Alicante Bouschet, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Syrah. Um vinho que não passa pela madeira.
Tem uma cor granada com boa concentração. Aroma com boa intensidade, com muitas notas frutadas que nos lembra morangos e groselhas. Algum chocolate de leite e travo vegetal. A boca tem um bom corpo e uma acidez mediana. Confirma inteiramente o aroma, onde a fruta comanda os sabores. Final mediano e frutado.
É um vinho bem feito, um tanto directo, mas agradável. Abaixo dos 5 euros, é uma boa hipótese para o dia a dia. É um daqueles vinhos que o Alentejo é pródigo. 14,5.

Quinta do Carmo tinto 2005

Feito com Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Syrah. Estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho francês.
Tem uma cor granada intensa. Aroma intenso e cativante, com notas balsâmicas misturadas com fruta madura, compotada e algumas passas. Ameixas e cerejas estão bem acompanhadas de chocolate de leite e toque apimentado. Boca volumosa e com boa acidez. Os sabores remetem-nos para ambiente guloso da fruta compotada e para o chocolate de leite. Toque balsâmico e apimentado. Final longo e guloso.
Temos aqui um vinho bastante agradável, com boa complexidade, nitidamente com perfil alentejano, muito redondo, que dá muito prazer na prova. Eu gostei e acho mesmo que é difícil não gostar. 16,5.
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Segunda-feira, 08.12.08

Cova da Ursa Chardonnay 2007

Temos aqui um dos mais conhecidos vinhos da casta Cardonnay feitos em Portugal, talvez a par do Tapada de Coelheiros e um ou outro ribatejano. É com certeza um dos mais antigos e sempre foi conotado como um vinho de qualidade superior. Tenho ideia que anda um bocado afastado dos nossos copos, que andam sempre à procura de novidades e esquecem os mais antigos.
É um branco proveniente das encostas da Serra da Arrábida, um micro-clima muito específico onde permite que as uvas amadureçam lentamente. Fermenta e estagia um barricas de carvalho francês novas.
Apresenta uma cor amarelo dourado brilhante. Aroma com alguma intensidade, onde se nota a manteiga fresca característica desta casta, fruta tropical a lembrar manga e abacaxi. Ligeiro tostados e toque de baunilha.
A boca é gorda, com boa acidez. Além da fruta tropical, tem também a frescura dos alimonados. Acaba com ligeiro tostado.
Final longo e complexo.
É um Chardonnay muito bem feito, ao estilo do novo mundo, ao estilo de um chileno que provei há tempos, onde a pouca exuberância da casta é combatida com as notas do estágio em madeira. Acompanha muito bem peixes no forno ou com molhos de natas. 16,5.
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Terça-feira, 29.07.08

Santa Fé de Arraiolos 2007

Castas: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet.
Estágio: Inox.
Enologia: Filipa Tomás Costa e Vasco Penha Garcia.
Preço: 2,50€.
Vol: 13%.

Cor não muito escura.
Aroma de intensidade mediana. Notas metalizadas, frutos vermelhos como morangos, groselhas e cerejas. Ligeiro chocolate de leite e caramelo.
Boca de corpo mediano, redonda, acidez bem integrada. Notas metálicas, fruta, chocolate de leite e caramelo.
Bom final, frutado.
Um vinho correcto, frutado, pouca complexidade mas agradável. Bebe-lo refrescado, acompanha bem os petiscos de verão. 15.
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Domingo, 30.03.08

Bacalhoa Moscatel de Setúbal 2001

Castas: Moscatel.
Estágio: 3 anos em meias pipas de carvalho usadas.
Enologia: Filipa Tomás da Costa e Vasco Penha Garcia.
Preço: 4€
Vol: 17%.

Cor ambarina com alguma concentração.
Aroma tipico, com raspas de casca de laranja, passas de fruta branca, algum mel e ligeiro floral.
Boca redonda, com boa relação entre a doçura e acidez. Continuam as raspas de casca de laranja, as passas e ligeiro sabor melado. Final longo e doce.
É um vinho bem conseguido, com um preço ajustado, ligeira complexidade. Para mim é o melhor moscatel desta gama. 15,5.
publicado por allaboutwine às 12:21 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 21.03.08

Catarina 2007


Castas: Fernão Pires e Chardonnay.
Estágio: Parcialmente em barricas novas de carvalho francês.
Enologia: Filipa Tomás da Costa e Vasco Penha Garcia.
Preço: 4€.
Vol: 13,5%.

Cor amarela esverdeada, pouco intensa.
Aroma delicado com notas de pêra, pêssego em calda, alguma frescura citrina a lembrar toranja. Fundo mineral.
Boca com boa frescura, mediana no corpo. Muitas notas citrinas a par de pêra e ligeira passagem por frutos secos. Bom final com ligeira secura.
Vinho muito bem feito, pela facilidade de prova e pelo prazer que propociona. Com alguma complexidade e boa frescura. 15,5.
publicado por allaboutwine às 12:42 | link do post | comentar
Domingo, 25.11.07

Serras de Azeitão 2006

Cor amarela citrina. Aroma centrado nas notas de fruta de polpa amarela e leve floral. Boca com bom volume, acidez bem integrada. Continuam as notas frutadas. Bom final.
Um vinho bem feito, aromas simples onde fala alguma acidez. É um bom aperitivo. 14.5.

publicado por allaboutwine às 11:51 | link do post | comentar

Loridos Extra-Bruto 2004



Amarelo pálido. A bolha é mediana e persistente. Notas delicadas de biscoito e ligeira maça assada. Boca muito viva, seca, bolha muito activa e excelente acidez. É um espumante muito seco que precisa de comida. Custou-me 7€. 15.5.

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