Segunda-feira, 03.08.09

Mateus Aragonês rosé 2008

Aqui está o nosso grande vinho. O vinho português que vende mais pelo mundo inteiro, talvez o vinho mais conhecido por esse mundo fora. Todo o restaurante, tasca, tem este vinho na sua carta. Impressionante. São milhões e milhões de litros por ano. Recentemente a imagem mudou, tornou-se mais moderna a apelativa, assumiu uma casta e uma identidade. Agora sabemos que as uvas são de um ano. De repente tornou-se um vinho que não envergonha ninguém, nem o mais requintado enófilo de todos. É um vinho a ter em conta, com certeza.
Tal como o nome indica, é feito com Aragonês. Sai da garrafa com uma cor rosa escuro, bonita. Aroma intenso a frutos vermelhos como morangos, framboesas e cerejas. Ligeiro toque floral a lembrar rosas vermelhas. Boca de médio porte, adocicada e com acidez mediana. Tal como no nariz, é muito frutada e com um ligeiro toque floral. Final mediano e doce.
Um rosé muito bem feito, com um perfil muito apelativo. Um vinho perfeito para um final de tarde. É difícil não gostar. 15,5.
publicado por allaboutwine às 11:51 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 02.08.09

Barranco Longo rosé 2008

Os vinhos do Algarve começam a entrar nas escolhas dos consumidores mais atentos a estas coisas. Será certamente difícil mudar a mentalidade acerca destes vinhos, mas o caminho já foi tomado e a meu entender muito bem tomado. Uma aposta na qualidade, num perfil internacional e moderno que, dado o perfil da região, muito aberto ao turismo, seria uma escolha lógica. Uma aposta certa.
Para mim, já começam a fazer parte do meu rol de escolhas, a despertar o meu interesse. Vinhos tintos e rosés frutados e apelativos, brancos intensos e frescos, começam a fazer a alegria de quem os bebe.
Rui Virgínia é um dos actores principais deste novo Algarve, com a vinha situada em Algoz. São 12 hectares de onde saem os vinhos de marca Barranco Longo. O clima é mediterrânico e o solo é argilo-calcário.
O vinho em prova é o rosé de 2008, feito com as castas Aragonês e Touriga Nacional. Estagiou em inox com temperatura controlada.
Cor vermelho vivo. Aroma intenso, com notas florais em conjunto com a fruta, onde notamos morangos, cerejas e ameixas. Ligeira nota tostada. Boca de médio porte e fresca. Fruta intensa com sabores a cerejas e ameixas. Toque floral. Final longo e saboroso.
Temos aqui um belo rosé algarvio. Muito frutado, com toque adocicado mas com a acidez bem enquadrada. Pode-se beber como aperitivo ou a acompanhar pratos leves.
Agora não são só belas praias que o Algarve tem para nos oferecer. 16.
publicado por allaboutwine às 10:40 | link do post | comentar
Domingo, 19.07.09

Brado rosé 2008

A Adega Cooperativa de Borba é pródiga em novos produtos, todos eles baseados em inovação e qualidade. É a chave do sucesso da empresa.
Temos em prova um vinho que não conhecia. Um rosé feito com Aragonês e que tem um preço de cerca de 2 euros.
Tem uma cor rosa vivo. Aroma intenso e guloso, com notas de fruta vermelha a lembrar cerejas e morangos, estes também em mousse. Boca de médio corpo e fresca. Muito frutada, tal como no nariz. Final mediano, com alguma doçura.
Um rosé com um perfil adocicado, com a fruta gulosa e com a acidez bem enquadrada. Está bem feito e pronto a agradar. 15.
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Terça-feira, 23.06.09

Fonte do Nico rosé light 2008

Chegou o Verão e com ele chegaram os vinho brancos e os rosés. Chegam as novidades da última colheita e a escolha, a meu ver, é bastante vasta.
Entre os rosés que vão sendo lançados no mercado, uns novas colheitas, outros novidades e ainda outros capazes de nos despertar a atenção pelo seu conceito. Foi o caso deste rosé que está em prova, um rosé light! Uma tentativa de chegar aos consumidores jovens que se preocupam com a imagem e com a linha, mas que no fundo não tem menos calorias que o "normal" mas sim uma graduação alcoólica mais baixa, 10%. Não deixa de ser uma aposta bem pensada e mais uma mostra de vitalidade da Adega de Pegões.
Outra boa notícia é o preço, cerca de 2,50 euros, que não nos faz pensar muito na possibilidade de o vinho ser muito mau.
Com a enologia de Jaime Quendera e com a casta Castelão, este vinho salta para o copo com uma cor salmão. O aroma é de boa intensidade e com muitas notas de fruta vermelha com clara predominância de morangos, alguns em goma. Boca de corpo leve, adocicada e com acidez mediana. Novamente "amorangada" e muito directa. Final curto e doce.
Era aquilo que esperávamos, um vinho bem feito, agradável, leve, consensual. Na minha opinião, é perfeito para este Verão, para ser bebido despreocupadamente. Também queremos isso, não é verdade? 14,5.
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Quinta-feira, 18.06.09

Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo rosé 2008

Domingos Soares Franco, enólogo da José Maria da Fonseca, criou esta marca, a Colecção Privada, para assim mostrar as suas criações pessoais, especiais, com ligeiro toque Novo Mundo. São vinhos com a sua identidade, vinhos que expressam o seu gosto e as suas experiências enológicas.
Este rosé em prova é a segunda colheita deste vinho, após a estreia no ano de 2007. Na altura foi uma excelente estreia, um vinho único, um rosé excepcional. O Moscatel Roxo, que até aí era uma casta usada somente nos Moscateis, muitos deles considerados os melhores, passou a ser a casta deste maravilhoso vinho. Uma casta inesperada para um rosé.
Agora provamos a colheita de 2008, que segue o mesmo caminho do seu antecessor.
Tem uma cor tijolo clara. Aroma intenso e com muitas notas florais como rosas e jasmins. A boca é de médio porte e com boa acidez. Muitas flores tal como no aroma. Final longo e saboroso.
Temos aqui um belo rosé, provavelmente o melhor português. Um vinho delicado, fresco, um vinho de verão. Perfeito para acompanhar pratos delicados, massas e cozinha oriental ou como simples aperitivo. Aconselho vivamente. 16,5.
publicado por allaboutwine às 13:49 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Domingo, 14.06.09

Vale do Rico Homem rosé 2008

Continuando nos vinhos rosés, passo ao Alentejo, mais precisamente de Reguengos. Esta marca Vale do Rico Homem é feita prepositadamente para o Grupo Jerónimo Martins. A produção e engarrafamento são feitos pelo Monte dos Perdigões. Uma parceria que produz vinhos rosés, brancos e tintos.
O encepamento da vinha do Vale do Rico Homem é Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Syrah, Tinta Caiada, Touriga Nacional, Aragonês e Petit Verdot. Destas cepas saem as uvas que dão origem a este rosé.
Tem uma cor vermelho vivo. Aroma vivo, pleno de fruta vermelha a lembrar morangos e framboesas. Boca de médio corpo e fresca e com alguma doçura. Continua com a fruta vermelha em foco. Final mediano e saboroso.
Um rosé muito apelativo, tanto no preço como no prazer que dá ao bebe-lo. Um estilo que alia uma certa doçura com uma boa frescura. Uma boa aposta para este verão, pelo menos minha. 15,5.
publicado por allaboutwine às 11:38 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Short Tail rosé 2007

Numa incursão á África do Sul, fiquei-me por um vinho com uma imagem e nome no mínimo curiosos. Uma homenagem à cauda dos elefentes, neste caso sul africanos.
Um vinho do chamado Novo Mundo, com um preço a menos de 2 euros e que veio acalmar um dia de calor intenso. O que poderemos querer mais? Já agora, deixo outra pergunta: Como é que estes vinhos chegam cá a este preço? Não será a quantidade, porque tembém temos produtores capazes de fazer vinhos deste nível e com esta quantidade. Estou-me a lembrar de uns tantos (Esporão, Sogrape, as próprias adega cooperativas).
Bem, centremo-nos no vinho. Tem uma cor atijolada. Aroma intenso e com muita fruta vermelha. Lembra morangos, alguns em rebuçado, e alguma gelatina. Boca leve, acidez mediana. Mantém a fruta encontrada no aroma e pouco mais. Final mediano.
Temos aqui um vinho bem feito, agradável e que cumpre muito bem o seu papel. Por este preço, é difícil encontrar melhor para as petiscadas. 14,5.
publicado por allaboutwine às 10:38 | link do post | comentar
Domingo, 10.05.09

Quinta el Refugio rosé 2007

Apetecia-me beber um vinho simples, barato, fresco. Escolhi este rosé, um vinho da região de Toro feito para o El Corte Ingles. No contra-rótulo não menciona com que castas é feito, só refere que são castas tradicionais da região.
Sai da garrafa com uma cor vermelha viva. Os aroma de principio são um pouco sujos, com notas de adega, pastelaria. Depois vem a fruta com notas a lembrar framboesas. Sentimos também algum lácteo. A boca tem algum corpo, com boa acidez. O álcool aparece em força, num final algo adocicado.
Um vinho modesto, cheio de álcool, que mesmo com a frescura e a fruta que tem, não consegue passar despercebido. Abaixo dos 3€, conseguimos encontrar melhor. 13,5.
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Quarta-feira, 01.10.08

Companhia das Lezírias 2007

Castas: Trincadeira e Aragonês.
Estágio: Inox.
Enologia: Frederico Falcão.
Preço: 2,50€
Vol: 12,5%.

Côr vermelho vivo.
Aroma de média intensidade, onde se notam muitos frutos vermelhos como groselhas e doce de morango. Toque lácteo.
Boca com bom volume e boa acidez. A fruta continua, mas agora mais em forma de doce, alguma em passa.
Bom final, guloso.
É um rosé agradável, com a fruta em grande plano, na sua forma mais doce. Tem um perfil que agrada a muito consumidor, já que é um vinho que se bebe muito bem, mas tem de ser bem refrescado para não enjoar. 15.
publicado por allaboutwine às 12:47 | link do post | comentar
Terça-feira, 29.07.08

Barranco Longo 2007

Castas: Aragonez e Touriga Nacional.
Estágio: Inox.
Enologia:
Preço: 6€.
Vol: 13,5%.

Cor vermelha viva.
Aroma intenso, com muita fruta vermelha como morangos, groselhas, alicorados, gomas, gelatina. Ligeiro tostado.
Boca com bom corpo, adocicada, acidez bem integrada. Muita fruta doce.
Acaba longo e adocicado.
Este rosé algarvio fica sempre muito bem cotado todos os anos, fruto de um produtor que está a dar cartas numa região difícil. É um vinho guloso, com açucar residual e bastante frutado. Bom para beber sem comida, bem fresco, numa animada conversa entre amigos. 15.
publicado por allaboutwine às 13:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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