Sexta-feira, 19.06.09

Cabriz Encruzado branco 2008

Vamos falar de uma granda casta, uma grande casta do Dão. Vamos falar do Encruzado. É a casta raínha da região do Dão, uma casta que geralmente dá vinhos com uma teor alcoólico elevado e com uma bela acidez. Uma casta que dá vinhos muito equilibrados, elegantes e que tanto pode ser utilizada em lote, geralmente com a Malvasia Fina e o Bical, ou também é uma casta que se dá muito bem sozinha, com ou sem estagio em barricas de madeira. A par do Alvarinho, formam a grande dupla das castas brancas portuguesas.
A Global Wines, antiga Dão Sul, produz um dos grandes Encruzado do Dão, e tem a particularidade de ser um vinho muito acessível, um vinho com uma grande relação preço/qualidade. Na versão 2008 metade do mosto estagiou em barricas e outra metade em inox.
Apresenta uma cor amarelo esverdeado. Aroma de média intensidade. Notas abaunilhadas acompanhadas de citrinos a lembrar limão. Continua com mais fruta, agora com a pêra, ameixas brancas, maças. Depois vêm as notas florais a lembrar tília. Fundo mineral. Boca com bom corpo, excelente acidez. Notas quentes abaunilhadas, fruta citrina como limão e maça verde. Final longo e muito fresco.
Um belo vinho. Pleno de fruta, elegante e com a madeira bem integrada. Um belo exemplar de um Encruzado com estagio em madeira. Com um preço muito aliciante, perto dos 6 euros, não é de perder. 16,5.
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Quinta-feira, 11.06.09

Terras do Mendo tinto 2007

Temos aqui uma novidade do Dão, mais precisamente de Oliveira do Hospital.
Luis Vaz Pato, um produtor de uvas que saíam para a Adega Cooperativa de Nogueira do Cravo e que após o insucesso da mesma, aproveitou para arriscar e engarrafar o seu vinho com marca própria. Os conselhos eram favoráveis e a qualidade da matéria prima existia.
É sempre de louvar o empreendedorismo numa região que está a recuperar a passos largos. Os novos projectos vão-nos chegando e isso é muito bom sinal.
Actualmente, o produtor tem 12 hectares de vinha plantados com as castas tintas e brancas características da região. A enologia está a cargo de Elisa Lobo, uma jovem enóloga que está a tempo inteiro neste projecto.
O vinho em prova é da colheita de 2007, feito com as castas Touriga Nacional e Alfrocheiro. Estagia somente em cubas de inox.
A cor é escura, jovem. Aroma intenso numa combinação de notas balsâmicas a lembrar caruma, resinas e algum eucalipto. A fruta aparece a lembrar morangos frescos e cerejas. Ainda temos as flores, de cor violeta e viçosas. Boca de médio porte e com uma bela acidez. Está na linha do aroma, com a fruta, as flores e os balsâmicos. Final longo e saboroso.
Uma bela surpresa, um vinho que está na linha mais tradicional do Dão. Ao provarmos, sentimos as vinhas no meio de pinheiros e eucaliptos. Um projecto que entrou com o pé direito, com um belo vinho que estará no mercado com um preço a rondar os 6 euros. 16.
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Domingo, 07.06.09

Casa de Santar 2006

Voltando ao Dão e a uma marca que tenho seguido há varios anos, fico-me pela vila de Santar, bem no coração da região vinícola. Desta casa saem as marcas de entrada Casa de Santar branco e tinto, os Reserva, um monovarietal Touriga Nacional e os topos de gama, Conde e Condessa da Santar. Debruçando-nos somente na gama de entrada e mais concretamente no tinto, são para mim dos vinhos com melhor relação entre o preço e a qualidade. Abaixo dos 6 euros, consegue-se beber um belo vinho, já com alguma complexidade e elegância única.
Esta colheita de 2006 não foge à regra. Feita com Touriga nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro, estagia 4 a 6 meses em barricas de carvalho americano.
Tem uma cor escura. Notas intensas de fruta vermelha como morangos e cerejas. Flores envolvidas em baunilha e ligeiro mineral. Boca com com corpo e bela acidez. Muito frutada, com as flores a acompanhar. Bom final, frutado.
Temos aqui um vinho muito bem feito, com fruta viva e com as flores características da Touriga. Sumarento e levemente especiado, é um deleite à prova. A minha aposta. 16.
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Quarta-feira, 20.05.09

Paço dos Cunha de Santar Vinha do Contador branco 2006

O Paço dos Cunha de Santar, após ser reabilitado pela Dão Sul, ganhou nova vida. Antes, já se fazia vinho por estas bandas. Foi a partir daqui que se começou a falar a sério dos seus vinhos, com a colheita de 2004. Por curiosidade, esse vinho ainda se encontra no mercado, sem que alguma nova colheita o substitua. Depois sairam para o mercado os topos de gama da marca, os Vinha do Contador, em versão tinto e branco. Estas vinho logo se tornaram ícons da região do Dão, estando as suas colheitas entre os melhores. São vinhos de um novo Dão, vinhos com largo estágio em barrica, muito estruturados e de quem se espera longa vida em garrafa. A enologia está a cargo de Carlos Lucas, um dos enólogos portugueses com mais vinho no topo por todo o país.
O vinho em prova é o branco da colheita de 2006. Um vinho apresentado numa garrafa imponente e que custa cerca de 10 euros. Estagiou em barricas de carvalho francês.
Tem uma cor amarelo vivo. Nariz intenso, com notas de fruta tropical a lembrar ananás e um pouco de banana. Esta está bem envolvida na tosta e ligeira baunilha. Encontramos depois notas especiadas a lembrar anís e cravinho. Fundo mineral. A boca é gorda e com uma bela acidez. A fruta encontra-se em pleno e bem envolvida com as notas de tosta e especiarias. Final longo e complexo.
Como esperava, este vinho vai na linha do 2005, um dos melhores vinhos brancos do Dão que provei. Um branco onde se nota a fruta em equilibrio com a madeira onde estagiou, não se notando o peso desta. Apesar de ser intenso e poderoso, não chega a ser pesado devido à frescura que tem. Perfeito para acompanhar um peixo no forno ou queijos tipo serra. 17.
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Sábado, 16.05.09

Cor Dão 2007

É mais uma das marcas de Álvaro Castro. Mais um tinto de entrada de gama, que assim se junta ao Saes Colheita Exclusiva. Um vinho com uma imagem moderna e apontada a um público jovem, tem também um preço convidativo à compra.
É feito com as castas tradicionais do Dão e estagia em inox até ao engarrafamento.
Tem uma cor escura, jovem. Aroma frutado, a lembrar morangos e framboesas. Ligeira tosta sobre fundo de cariz floral. Boca de corpo mediano e fresca. É mais floral que o aroma e agora com um toque mais balsâmico a eucalipto. Final mediano e ligeiramente frutado.
Temos aqui um vinho simples, bem feito, onde a fruta assume o papel principal, mas onde se sentem algumas notas balsâmicas mais caracteristicas da região. Uma boa escolha para o dia a dia.
15.
publicado por allaboutwine às 05:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 09.04.09

Garrida 2006

Voltamos aos vinhos para o dia a dia, um vinho do Dão abaixo dos 4 euros.
A Quinta da Garrida pertence ao grupo Aliança, agora pertencente a Joe Berardo, um dos maiores investidores na área dos vinhos. Desta Quinta sai um dos melhores Touriga Nacional que temos, sendo a colheita 2005 considerada excelência pela Revista Vinhos.
A imagem está diferente, correndo todos os vinhos Aliança e uniformizando a marca para melhor reconhecimento do consumidor.
Este Garrida 2006 é composto pelas castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Jaen e estagia 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem uma cor rubi forte. Abre a palete aromática com notas balsâmicas de eucalipto e pinheiro, resinas. Segue para a fruta a lembrar morangos e framboesas maduras. Fundo floral. A boca é fresca e de médio porte.
Temos aqui um vinho bem feito, com um perfil clássico do Dão bem acompanhado pela fruta e flores frescas. Um vinho acessível e de bom recorte. Muito bom para o dia a dia. 15.
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Terça-feira, 13.01.09

Quinta dos Carvalhais Reserva 2002

A Quinta dos Carvalhais é o ex libris da Sogrape na região do Dão. A partir dela e sob enologia de Manuel Vieira, saem os vinhos tintos Grão Vasco, Duque de Viseu, Quinta dos Carvalhais (colheita e alguns monovarietais), Quinta dos Carvalhais Reserva e o Único (topo de gama da casa) e os brancos colheita e Encruzado. Até há pouco tempo o Reserva era o topo de gama, só lançado em anos de exepção. Ao contrário da moda, é um vinho que é lançado após longo estágio em garrafa (no mercado, está o 2002). São, por norma, vinhos muito elegantes, vinhos frutados e que evoluem muito bem em garrafa.
Nos últimos anos tenho acompanhado os colheita e os reserva, vinhos dos quais gosto muito. São vinhos de peito aberto, que mostram o melhor da região.
Este Reserva 2002 tem as castas Touriga Nacional e Tinta Roriz, duas das principais castas da região. Estagia 12 meses em barricas novas de carvalho francês e 4/5 anos em garrafa.
Presenta-nos com uma cor vermelho escuro. Aroma de média intensidade, com notas frutadas de morangos em calda, cerejas, ameixas em calda. Flores e notas balsâmicas de resinas de pinheiro e eucalipto. Grãos de café e chocolate "aftereight". Boca de médio porte com bela acidez, muito bem integrada. Notas achocolatadas e abaunilhadas envolvidas e fruta vermelha e ligeiro balsâmico. Belo final, muito elegante e equilibrado.
Era o que eu esperava do vinho. Um tinto muito elegante, equilibrado, com um perfil típico do Dão. Tem pernas para durar mais uns tempos em garrafa. 17.
publicado por allaboutwine às 13:52 | link do post | comentar
Domingo, 28.12.08

Vinha de Reis 2004

Não é uma novidade, já que o vinho saíu para o mercado há já algum tempo, mas é dos novos produtores do Dão. Começou logo por ser medalhado como um dos melhores vinhos da região e previa-se um futuro risonho para ele. Esperei mais um pouco de tempo para o abrir, dado que tinha lido criticas que ele estaria muito fechado, que precisava de tempo de garrafa. Resolvi abri-lo nesta altura para acompanhar ao bacalhau da consoada.
É um vinho que é feito quase só com Touriga Nacional e estagiou em barricas de carvalho francês Allier. Sai da garrafa com uma cor rubi muito escuro. O aroma é intenso com muitas notas balsâmicas tradicionais nos vinhos da região. Notas de eucaliptos e de pinheiros. Surgem apontamentos florais a lembrar violetas que abraçam a fruta, que aparece na forma de ameixas e cerejas. Toque achocolatado. A boca é potente mas com elegância, com bela acidez. Permanecem os sabores balsâmicos, envolvidos em fruta e em flores. O final é longo e complexo.
Fiz mal em abrir este vinho nesta altura, já que tem tudo para crescer e evoluir na melhor direcção. Neste momento mostra-se um pouco fechado, só com bastante tempo é que conseguimos descortinar aromas e sabores, mas nota-se que segue a linha mais conservadora, onde a fruta não reina. A ver lá mais para a frente. 16,5.
publicado por allaboutwine às 14:34 | link do post | comentar

Quinta das Marias Encruzado Barricas 2007

A Quinta das Marias está situada entre os rios Dão e Mondego e sobre solos graníticos, caracteristicos da região. É um dos casos sérios do Dão, um dos produtores que está a ajudar a região a voltar a ser grande, com grandes vinhos, tanto brancos como tintos. Nos tintos temos as habituais castas, como a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, o Alfrocheiro e o Jaen. Nas brancas temos principalmente o Encruzado. Tem lançado grandes vinhos no mercado, entre brancos com e sem estágio em barricas, e tintos de grande gabarito como o Touriga Nacional e o Garrafeira.
O branco em prova é a versão 2007 do Encruzado com estágio em barricas. Tem uma cor amarela citrina e um aroma de bela intensidade e muito fino. A fruta aparece ácida, citrina, com muitas notas de limão e lima, ligeiro marmelo. Frutos secos torrados e bafo de flores brancas. Tudo isto sobre fundo mineral, tostado. A boca tem bom volume, excelente acidez, plena de fruta citrina, ácida, bem casada com os abaunilhados e tostados da barrica. Final longo e muito fresco.
É um belo exemplar da casta e do que ela pode dar. A madeira onde estagiou não se sobrepõe à fruta, mas que ainda melhorará com o tempo em garrafa. Um branco com futuro, mas que já dá uma bela prova. 17.
publicado por allaboutwine às 14:30 | link do post | comentar
Domingo, 21.12.08

Grilos 2006

Tenho seguido este vinho desde 2003, que por sinal foi a melhor colheita desde o seu início. Agora, de propriedade da DãoSul, mudou de imagem e de nome (antes era Quinta dos Grilos), mantém a sua boa relação preço/qualidade e é um vinho que podemos confiar. Também tem a versão branco.
Da região de Tondela, este tinto é composto pelas castas características do Dão. Por isso temos Touriga Nacional, Jaen, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Estagia 6 meses em barricas de carvalho francês. De cor rubi escuro, tem um aroma com boa intensidade com notas frutadas e lembrar morangos e groselhas frescas a par de um vegetal curioso tipo os pimentos dos Cabernet e ligeiro floral. A boca tem corpo mediano, boa acidez e taninos redondos. Tem sabores a fruta vermelha flores frescas e vegetal. Chocolate de leite e baunilha. Final longo e fresco.
Não chega á colheita de 2003 mas tem uma boa qualidade. Mais que pronto a ser bebido, é um vinho consensual, que dá algum prazer e que pelo preço que tem, é uma boa escolha para o dia a dia. 15,5.
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