Terça-feira, 30.03.10

Omdesign assina rebranding “Dalva”


Os Vinhos do Porto Dalva, da companhia vitivinícola C. da Silva, apresentam uma nova identidade desenvolvida pela agência portuense Omdesign.

Com uma garrafa exclusiva, mais alta e troncocónica, e uma imagem mais premium e diferenciadora, transversal a toda a gama de produtos (Tawny, Ruby, White, Tawny Reserve, Ruby Reserve, Dry White, Idade, LBV, Vintage e Colheita), os Vinhos do Porto Dalva reposicionam-se e comunicam, agora mais eficazmente, todos os valores da marca, como tradição, qualidade e autenticidade.

A intervenção da Omdesign foi ao nível do desenvolvimento da identidade da marca e criação de rótulos, contra-rótulos, cápsulas, garrafa e packaging, sendo a imagem aplicada a todo o portfólio Dalva que presentemente se apresenta mais distinto e elegante, com o intuito de ser mais facilmente identificado e reconhecido pelos consumidores.

A nova imagem foi já apresentada na Bélgica, no princípio deste primeiro trimestre, e no mercado nacional, no início de Março, no âmbito da Essência do Vinho, tendo recebido um feedback muito positivo de todos os apreciadores e críticos do sector. A renovada gama Dalva estará inteiramente disponível no mercado nacional no final do próximo mês de Maio.

De referir ainda que a parceria entre a C. da Silva e a Omdesign teve início com o arranque deste projecto, em meados do ano passado, estando a agência neste momento já a desenvolver outros trabalhos para a empresa vitivinícola.

Fonte: Departamento de Comunicação
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Duorum tinto 2007


Este vinho já não é novidade, aliás, o 2008 deve estar aí a rebentar. Foi o primeiro vinho a sair do projecto Duorum. Um novo projecto em terras durienses de dois grandes nomes do vinho em Portugal, José Maria Soares Franco, que era o responsável pela enologia de grandes vinhos portugueses, como por exemplo o Barca Velha, e João Portugal Ramos, produtor do (entre outros) conhecido Marquês de Borba e talvez o principal revolucionário dos vinhos elentejanos modernos. Daqui só poderiam sair produtos de grande qualidade.
Operando no Cima Corgo e Douro Superior com vinhas velhas alugadas, partiram também para a plantação na Quinta do Castelo Melhor das castas tradicionais da região, tais como Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz e também outras, entretanto esquecidas nos novos encepamentos no Douro mas que aqui pretendem revitalizar, como o Sousão e a Tinta Francisca.
Palco montado, equipa determinada, passemos ao vinho em questão.

Foi feito com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Parte das uvas destinadas a este vinho são esmagadas em lagares de inox e a restante desengaçada e esmagada. Fermentam em cubas de inox e estagiou em barricas de carvalho francês e uma pequena percentagem em carvalho americano durante cerca de seis meses.
Cor muito escura, concentrada.
Aroma intenso em que no princípio começa por nos dar notas um pouco austeras e que nos lembram minerais, fumado, cacau. Depois abre para flores, mato. A fruta aparece sob forma de ameixas e cerejas. Toque abaunilhado.
Boca com bom volume e com uma bela acidez. Tem tudo o que encontramos no aroma, mas com a baunilha mais saliente, a marcar um final longo.

Temos aqui um vinho cheio de qualidade, em que começa algo austero, agreste, mas depois abre para uma bela fruta, flores e baunilha gulosa. Melhorou bastante no dia seguinte a ser aberta, deixado a seu ar austero e mostrando o que realmente vale. Um belo vinho, muito duriense, com toque guloso e muito fácil de gostar. 16,5.
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Sábado, 27.03.10

Douro Family Estates - do Douro para o mundo


A convite da Douro Family Estates (DFE) fui à apresentação dos vinhos desta nova empresa no restaurante Gemelli. Uma empresa duriense que resulta numa parceria e principalmente numa conjugação de esforços de quatro produtores que decidiram fazer uma nova marca de vinhos, pricipalmente virados para o mercado internacional.


É uma parceria de pequenas famílias produtoras de vinhos de quinta constituída pelas Quinta dos Poços, Quinta do Soque, Quinta das Bajancas e Brites Aguiar, que além de produzir vinhos prórpios também os comercializam. A sociedade, detida em partes iguais pelos quatro produtores, tem como objectivo principal potenciar a capacidade de vinificação instalada nas quatro quintas e actuar fortemente nos mercados de exportação.
O objectivo no futuro é cada produtor manter uma marca própria com valor acrescentado elevado, concentrando esforços numa marca comum, a DFE, nas suas três variantes: Classic, Premium e Signature. A ideia é fazer vinhos com uma grande relação qualidade/preço seguindo um procedimento simples: até 31 de Agosto de cada campanha são fixados os preços e a quantidade que cada produtor disponibiliza para cada um dos vinhos. Posteriormente, a equipa de enologia, composta por António Rosas e Pedro Sequeira, define a possibilidade de os produtores poderem ou não completar a sua quota em função do vinho que desejam criar.
Em conjunto, o grupo possui 92 hectares de vinha. Os produtores Brites Aguiar, Quinta do Soque e Quinta das Bajancas estão localizados na zona de Trevões, no concelho de São João da Pesqueira, e as vinhas (71 hectares) situam-se entre os 230 e os 500 metros, nas margens do rio Torto. A Quinta dos Poços, com 21 hectares de vinha, situa-se em Valdigem, no concelho de Lamego.
As exposições e os solos de todas as quintas são muito variáveis, para além de que se localizam em zonas bem diferentes da região: as três primeiras na sub-região do Cima Corgo, a quarta na sub-região do Baixo Corgo. Esta diversidade, aliada à existência de um elevado número de castas regionais, constitui uma mais-valia importante, pois permite seleccionar as melhores uvas das várias quintas em função das características climáticas do ano.

Deixo agora as minhas notas dos vinhos provados antes do almoço e também durante a refeição.


DFE Classic branco 2008

Feito com as tradicionais castas do Douro, entre elas o Viosinho, o Rabigato e o Gouveio. O vinho envelheceu  durante cerca de 6 meses em barricas de carvalho na adega de cada um dos produtores.

Tem uma cor amarelo citrino.
Aroma de boa intensidade e com a fruta a dominar, com notas citrinas (limão), ananás e maça. Temos também notas minerais e algum vegetal.
Boca com bom corpo e com uma bela acidez. A fruta aparece fresca por entre notas de madeira que lha arredonda o palato. Fundo mineral e com ligeiro vegetal.

Um belo branco, com boa fruta envolvida na madeira onde estagiou e com boas notas minerais que lha transmitem alguma austeridade positiva. Gostei do estlilo, muito equilibrado, com a acidez perfeita, muito bem enquadrada. 16.



DFE Classic tinto 2006

Temos aqui a gama de entrada nos tintos. Um vinho feito com as castas tradicionais do Douro e com tratamento e estagio em cubas de inox.

Cor rubi de concentração média/alta.
Aroma de intensidade mediana. Algo fechado no início, mas depois abre para fruta vermelha, com morangos maduros, entre notas vegetais.
Boca de volume mediano, tal como a acidez. Confirma o aroma, com  notas e fruta entre sabores mais vegetais e com ligeiro toque floral. Final mediano e frutado.

Temos aqui um vinho que começa bem, com boa fruta, ligeiro vegetal, tudo muio simples e bem feito. Perde-se um bocado durante a prova, mostrando, talvez, que a sua melhor fase já tenha passado. Mas é um vinho que se bebe bem. Para o dia a dia. 14,5.


DFE Premium tinto 2007

Esta gama já tem uma imagem diferente, mais cosmopolita, mais "clean".
Feito com as castas tradicionais do Douro, já tem direito a estágio em barricas de carvalho.

Cor escura, jovem.
Aroma com boa intensidade e muito apelativo. Começa por nos dar vegetais, balsâmicos (cera) e minerais. Abre depois para uma fruta gulosa, com notas de cerejas, ameixas e groselhas. Com o decorrer da prova, mostra-nos também café e chocolate preto.
Boca com bom corpo e uma bela acidez. Começa mineral e abre para sabores frutados  e especiados, com notas de canela. Algum chocolate. Final longo e guloso.

Temos aqui um belo vinho, complexo, com um perfil muito apelativo, mesmo guloso. Um vinho perfeito para mostrar um Douro moderno. Devo dizer que o vinho melhorou ao longo da prova, o que é bom sinal. Gostei. 16.


DFE Signature tinto 2007

O topo de gama da casa. Já tinha havido uma experiência, com um vinho de nome 2PR.
Este Signature é a nova versão desse vinho. Com uma garrafa mais elegante, um rótilo belíssimo, com perfil de topo.

Cor escura, concentrada.
Aroma intenso, com notas minerais, com a fruta a mostrar-se menos que no vinho anterior, com ameixas pretas. Temos ainda notas de cacau e algumas flores.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Confirma o aroma, com a fruta algo escondida, com os sabores minerais, de cacau e de especiarias a marcar o palato. Final longo e complexo.

Temos aqui um vinho complexo, que está ainda um pouco fechado. Encorpado, elegante, muito fino. Não podemos deixar a temperatura passar os 16/16,5º, sob pena de o álcool dominar o vinho. Controlando a temperatura, temos aqui um belo vinho. 17.


Em jeito de conclusão, são um conjunto de belos vinhos. Um branco que gostei bastante, um Classic menos conseguido mas acredito que já foi bem melhor, um Premium muito bem feito, guloso e um Signature cheio de qualidade. Estão prontos para vencer fora de portas.

Como curiosidade, deixo a ementa qua acompanhou os vinhos no Gemelli:

-Calzone de requeijão e pakchoi sobre salada italiana, tempero ao balsâmico;
-Creme de batata com trufas de bacalhau e azeite de trufa preta;
-Fettuccine de cacau, molho de cogumelos e pancetta crocante;
-Torre de novilho guisado ao vinho tinto e cravinho, sobre spaetzli de pimentão doce e molho de ameixa preta;
-Bolo de pêras e caril, molho de chocolate branco e açafrão.
publicado por allaboutwine às 14:29 | link do post | comentar
Quinta-feira, 25.03.10

Tapada dos Monges branco 2009


Temos aqui em prova um branco de 2009 da região dos Vinhos Verdes. Tive algum receio da tremenda juventude do vinho, das notas de sulfuroso e da agulha que nos fere a boca.

Devo dizer que foi uma agradável surpresa quando provei este vinho. Um vinho com uma cor citrina, cristalina e com um aroma com muito boa intensidade, onde encontramos fruta tropical (ananás em calda e ligeiro maracujá) e muita maça. As notas florais também aparecem, a par de algum vegetal. A boca, aquilo que mais me preocupava, estava intensa, muito fresca e com ligeira agulha, nada que causasse transtorno. Muito frutada, com nuances florais e vegetais. O final é longo e com grande frescura.

Um vinho que foi feito com as castas Loureiro, Pedernã e Trajadura. Foi vinificado e teve estágio em cubas de inox. Nota-se bem que é um vinho bem acima da mediania, muito bem feito, muito vivo, com muito nervo. É um vinho que, dada a acidez que tem, é para ser bebido à mesa, com comida por perto. Bebido daqui a uns meses vai estar ainda melhor. Uma escolha certa nos verdes. 15,5.
publicado por allaboutwine às 06:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 23.03.10

Taylor's LBV 2003


Para quem não sabe, a Taylor's "inventou" o estilo de Porto Late Bottled Vintage, vulgo LBV. Um vinho do porto Ruby de um só ano, seleccionado pela sua elevada qualidade engarrafado depois de um período de envelhecimento de entre quatro a seis anos. A maioria está pronta a ser consumida na altura da compra, mas alguns continuam o seu envelhecimento em garrafa. São geralmente vinhos muito frutados, apelativos, fáceis de beber. São vinho de sobremesa que acompanham muito bem doces e bolos à base de chocolate e fruta e também alguns queijos, principalmente os chamados azuis e o nosso Serra ( eu gosto muito desta ligação).

Este vinho foi feito com as castas tradicionais do Douro, com uvas próprias das vinhas da Taylor's e também compradas, principalmente do Cima Corgo e Douro Superior.
Tem uma cor muito escura.
Aroma intenso e guloso, que nos começa por dar minerais finos, chocolate amargo e algum químico. Depois abre as flores e para a fruta, principalmente ginjas e cerejas maduras. Ligeiro balsâmico.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Boa mistura de fruta, flores, minerais e chocolate preto amargo. Belo final, longo e muito guloso.

Gsotei muito deste LBV. Complexo, guloso, com tudo no sítio. Uma uma forma belíssima de acabar uma refeição, acompanhando uma sobremesa ou mesmo a solo. Ainda por cima, tem um excelente preço de 11 euros numa grande superfície. Recomendo vivamente. 16,5.
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Segunda-feira, 22.03.10

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas tinto 2007


O ano foi muito bom no Douro, ano vintage clássico, o produtor é um dos mais conceituados do Douro e de Portugal, o vinho só poderia ser muito bom.
É talvez uma das marcas portuguesas onde a qualidade custa tão pouco, principalmente comparado com algumas outras com o dobro do preço. A Quinta do Crasto também tem vinhos caríssimos, mas esses são de excelência, feitos nos melhores anos como foi este 2007. É um estatuto que já conseguiu atingir e os seus vinhos estão à altura disso, tanto em qualidade como no preço. Mas este reserva Vinhas Velhas não é o caso, antes um belíssimo vinho com um preço acessível, uma excelente relação preço/qualidade. Custa dar 25 euros por um vinho, mas quando o damos queremos que esse vinho corresponda ou ultrapasse mesmo as expectativas.

Foi feito com as vinhas velhas da Quinta do Crasto com cerca de 70 anos, onde existem perto de 30 castas diferentes. Estagiou em barricas de carvalho françês (85%) e carvalho americano (15%), onde permaneceu cerca de 16 meses. Depois da saída de Susana Esteban, a enologia está a cargo de Manuel Lobo e Dominic Morris. Engarrafaram a impressionante quantidade de quase 112.000 garrafas de 0,75l..
Tem uma cor muito escura, quase opaca.
Aroma com  boa intensidade e muito fino. Notas de flores muito bem acompanhadas de fruta, que nos faz lembrar cerejas e ameixas. Depois mostra-nos chocolate preto e um fundo mineral.
A boca é gorda mas muito fresca e elegante. Grande profundidade e estrutura. Final longo e complexo.

Temos aqui um grande vinho. Com um perfil muito elegante e com grande finura, com tudo muito bem conjugado e equilibrado. Corpo, acidez, fruta e madeira bem integrada. Deu-me muito prazer e para mim é uma aposta mais que certa. 17,5.
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Domingo, 21.03.10

Quinta da Alorna tinto 2008


Temos aqui um perfeito exemplo do que a região Tejo pode fazer com os vinhos de grande volume e com uma qualidade bastante aceitável. O vinho vem da Quinta da Alorna, em Almeirim, produtor conhecido pela qualidade dos seus vinhos e pelos preços baixos que pratica. São vinhos perfeitos para o dia a dia, para festas com muita gente em que queiramos beber algo com qualidade.

Esta colheita de 2008 foi feita com as castas Tinta Roriz, Castelão, Syrah e Alicante Bouschet. É um vinho com um perfil muito frutado, com muita fruta vermelha madura, principalmente morangos e com uma boa frescura na boca.
Belíssima escolha para o dia a dia, um parceiro certo para os prato quotidianos. 15.
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Quevedo Colheita 1995


Provei aqui há tempos um tinto da Quevedo, um belo vinho sem dúvida. O que aqui provamos agora é um porto, talvez a principal actividade do produtor.
Estamos na presença de um porto datado, os chamado "colheita". Estes são vinhos de uma só colheita e que são envelhecidos em cascos por um período mínimo de sete anos, originando vinhos com amplitudes de cor que vão do tinto aloirado ao aloirado, dependendo da sua idade. Igualmente os aromas e sabores evoluem ao longo do tempo originando diversos estilos de Tawnies. São vinhos muito especiais e que podem chegar a preços muito elevados consoante a marca e idade do vinho.

Este Quevedo colheita 1995 é oriundo da principal propriedade do produtor, a Quinta Vale d'Agodinho, tendo envelhecido em cascos da carvalho francês durante aproximadamente 14 anos. Foi feito com a principais castas do Douro.
A sua cor é vermelha com laivos acastanhados.
Aroma intenso e com muita fruta em passa e licorosa, tais como figos secos e cerejas em licor. Algum chocolate e café um grão.
A boca é encorpada e com uma boa acidez. Continua marcado pela fruta, tanto em passa como em licor. Consegue-se sentir algum chocolate e também o café em grão. Final longo e frutado.

Temos aqui um bom colheita, novo, com a cor ainda bem viva e jovem. Não é muito complexo mas dá imenso prazer. Acompanha perfeitamente uns frutos secos como aperitivo e alguns queijos. Uma boa aposta neste tipo de vinhos. 16.
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Quinta-feira, 18.03.10

Soalheiro Alvarinho Reserva branco 2007


Aproveitei uma data importante para abrir este vinho que, por feliz coincidência, abrangeu dois aniversários, o meu e o do João Carvalho, festejados em Vila Viçosa. Depois de abrirmos alguns brancos, chegou a vez deste Alvarinho que tanto deliciou a nossa crítica especializada. Lembro que foi prémio de excelência da Revista de Vinhos desta ano. 
A colheita de 2006 (também provada nessa noite) já tinha prometido, tornando assim as expectativas muito altas para este 2007.

As uvas foram tratadas com todo o cuidado, apanhadas à mão para caixas de pequena capacidade e depois prensadas durante 48 horas. Após a prensagem, fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês (novas e de segundo ano) em contacto com as borras e com batonnage.
Tem uma cor amarela intensa.
Aroma de média intensidade mas profundo, com notas minerais e fumadas entre fruta citrina (limão e casca de laranja) e alguma tropical (abacaxi). As especiarias como baunilha e cânfora embelezam o conjunto.
Boca cheia e com grande frescura. Marcada pelas notas minerais e citrinos, num conjunto potente e com longo final e especiado.

Temos aqui um grande vinho, encorpado, fresco e muito fino. Esta austeridade na juventude só lhe fica bem, prometendo assim um futuro risonho. No fundo, mais um grande vinho da quinta de João Cerdeira.
Os vinhos deste produtor já são um caso muito sério, encontrando-se no melhor que Portugal faz no que toca a brancos. Nós constatamos a qualidade colheita após colheita, com preços que não assustam ninguém e por isso agradecemos. 17,5.
publicado por allaboutwine às 05:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 17.03.10

Vale da Murta Touriga Nacional & Syrah tinto 2006


Este tinto chega-nos da Quinta da Murta, de Bucelas. Um tinto feito numa zona de brancos, numa zona onde o Arinto domina. Numa zona onde o clima fresco é propício aos brancos, tendo as castas tintas dificuldade de maturação, principalmente as de maturação longa.
Depois desta introdução, como é que se iria  portar este tinto de 2006 feito com a nossa Touriga Nacional e com a francesa Syrah? Devo dizer que a curiosidade era muita, ainda para mais quando os nossos principais críticos "malham" nestes vinhos a torto e a direito. Teve direito a estágio em madeira.

No copo, mostra uma cor escura, sem ser opaca.
Aroma com boa intensidade e que começa logo por nos mostrar notas vegetais e florais (a Touriga começa por dominar o aroma). Notas austeras que  são bem compensadas por fruta (contida) que nos faz lembrar cerejas e chocolate amargo, tipo 100% cacau.
Boca com bom corpo e uma bela acidez. Continua na linha do aroma, com as notas vegetais e florais a comandarem o palato. Final longo, seco e com alguma especiaria.

Não é um vinho fácil, não senhor, mas deu-me bastante prazer prova-lo e bebe-lo. Muito vegetal, com fruta contida e boa secura, é sua imagem de marca. Com o tempo no copo vamos encontrando mais alguma coisa, como o chocolate amargo, dizendo que devemos esperar e ter um pouco de paciência com ele. Esteve aberto durante três dias e isso só o ajudou a mostrar o seu potêncial. Gostei sinceramente do vinho e a minha nota reflete isso mesmo. 16.
publicado por allaboutwine às 06:47 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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