Yes, we can

Após acesa discussão sobre os blogs, especialmente sobre o papel e importância deles no panorama vínico português, penso que não ficaram dúvidas sobre uma certa atitude ofensiva, rude, superior da critica. No fundo, mostrar quem manda. Aceitámos as criticas que deviamos e repudiamos o que considerámos excessivo. A coisa acalmou.
Voltando ao papel do blogs, e comparando-o com a critica profissional, existe uma diferença muito grande. Nós não dependemos de uma nota menos positiva de um grande vinho e não temos receio de opinarmos de forma negativa sobre um vinho que não gostamos. No fundo o que gere a nossa prova é o nosso gosto pessoal. Os blogs são opiniões pessoais sobre os vinhos, quer gostem quer não. Alguém já vui uma critica de um provador profissional a dizer que não gosta do vinho? Alguém já vui um vinho ser mal pontuado por não gostarem do perfil dele, apesar de a qualidade ser de reconhecimento comum? Eu não vi e ainda bem que não. São jornalistas, são profissionais, alguns de muito bom recorte, e são pagos para informar e não para dar a sua opinião pessoal. Já os blogs podem-no fazer, o que torna a prova a imagem do provador, do bloguer. Porque não poderei dizer que não gosto de certos vinhos que custam os olhos da cara, se ele não me deu prazer nenhum a beber? Se isso não for útil para coisa alguma, ao menos sinto-me bem comigo e não sou mais um.
Existe espaço para todos e penso ser esta a forma mais correcta, funcional e mais saudável de convivermos e viver o vinho.
publicado por allaboutwine às 12:11 | link do post | comentar