Malhadinha branco 2008

Estamos na presença de um dos melhores brancos alentejanos, isto apesar da juventude da marca, com a primeira colheita a ser produzida no ano de 2004. Desde logo caiu no goto dos enófilos, pois apresentava uma qualidade soberba e espantosa para primeira colheita a idade precoce das vinhas, plantadas em 1998. Um perfil marcadamente internacional, muito apelativo e com uma excelente imagem.
A qualidade sempre foi mote da família Soares. O projecto Malhadinha Nova está aí para o comprovar. Vinhos de primeira linha, enoturismo de excelência, em suma, um projecto sólido, com alicerces qualitativos muito fortes e imagem imaculada.

Tenho seguido este branco desde a sua primeira colheita, sendo esta a quinta a sair para o mercado. O lote foi mudando de ano para ano, mediante a qualidade das castas nesse ano e o perfil desejado, mas sempre com a linha condutora bem definida.
A enologia está a cargo de Luis Duarte, um nome muito forte em terras alentejanas, com muitos vinhos de referência no seu currículo. O preço, esse, anda perto dos 16 euros.

Este Malhadinha 2008 foi feito com as castas Arinto e Chardonnay. Estagiou durante 8 meses em barricas novas de carvalho francês.
Apresenta uma cor amarelo palha intenso, bonita.
Aroma intenso, que começa por nos dar notas tostadas e minerais, acompanhadas de especiarias a lembrar baunilha e ligeira canela. A fruta está algo escondida, mas conseguimos encontrar notas de manga a alguns alimonados. Aparecem também apontamentos de frutos secos, em companhia de chocolate branco e algum coco.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Baunilha, chocolate branco, manga, alguma tosta, coco. Final longo, complexo e guloso.

Temos aqui um vinho que está na sua plena juventude. Aroma muito preso, um tanto austero, uma grande estrutura acompanhada por uma bela acidez. Neste momento não está no seu melhor, diz-nos que temos que esperar por ele. Devo dizer que argumentos fortes não lhe faltam. Tentarei prova-lo daqui a uns tempos e estou convicto que a surpresa será muito boa. 16,5.
publicado por allaboutwine às 04:52 | link do post | comentar