Domingo, 21.12.08

Julian Reynolds Reserva 2004

Temos aqui uma história com largos anos. A família Reynolds existe em Portugal desde 1920, primeiro para o negócio da cortiça e depois no vinho. É Robert Reynolds que fica à frente do negócio e começa a produzir vinhos de qualidade em Estremoz. Robert é avô de Gloria Reynolds, senhora que dá o nome ao topo de gama da empresa. O vinho é produzido por Julian, seu filho, como forma de homenagiar a mãe.
Situada em Figueira de Cima, norte Alentejo, com influência da Serra de São Mamede, que transmite uma frescura característica aos vinhos. As vinhas têm as variedades usuais da zona, como o Aragonês, a Trincadeira e como não poderia deixar de ser, o Alicante Bouschet, esta última introduzida em Portugal pela família.
A referência Julian Reynolds, segunda marca do produtor, fermenta em balseiros e estagia em barricas de carvalho francês. Um luxo! Está na garrafa 1 ano antes de sair para o mercado.
Sai da garrafa com uma cor vermelho muito escura. O aroma é intenso, vinoso. Tem notas frutadas de ameixas, morangos doces. Tostados. Especiarias a lembrar canela e cravinho. Chocolate preto e café acabado por moer. A boca é gorda, tem uma bela acidez e está redonda. Mantém a fruta, os tostados e as especiarias. Final longo, com alguma complexidade.
É um vinho bem espressivo no aroma, ainda marcado por tostados. A boca é uma revelação, não estava á espera de tanta elegância e de tudo muito bem casado.
Não é um vinho fácil de encontrar no mercado, mas é uma bela opcção para este nivel de preço, 14€. Eu gostei. 16,5.
publicado por allaboutwine às 07:46 | link do post | comentar

José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal 2002

A José Maria da Fonseca é uma mas grandes referência no que toca a Moscatel. Desde o colheita, que apresenta data, ao contrário de muitas outras marcas, até aos rarísssimos moscateis roxos superiores. A família Soares Franco é propreitária da empresa há 170 anos. Domingos Soares Franco é o actual enólogo. Estes vinhos generosos são do melhor que se pode encontrar no mundo, alguns são mesmo únicos.
O Moscatel de Setúbal é elaborado a partir da casta Moscatel, que é um tipo de uva que prima pelo seu carácter, floral, frutado, melado, diferenciando os vinhos moscatéis de qualquer outro tipo de vinho.
A colheita em prova é a de 2002, a que está neste momento no mercado. Estagia em cascos de madeira usada. Tem uma cor âmbar com laivos avermelhados. Aroma intenso com notas de mel, caramelos, leve baunilha. Farripas de casca e de bolo de laranja. Ligeiro floral. A boca é gorda com boa acidez. Tem notas meladas e de caramelo. Leve abaunilhado. Final longo e adocicado.
É o vinho base da empresa, mas que mesmo assim tem boa qualidade. Não esperemos que melhore com o tempo, porque não é feito para tal. Bom para aperitivo ou para acompanhar sobremesas à base de ovos, chocolate e laranja. 15,5.
publicado por allaboutwine às 07:45 | link do post | comentar

Grilos 2006

Tenho seguido este vinho desde 2003, que por sinal foi a melhor colheita desde o seu início. Agora, de propriedade da DãoSul, mudou de imagem e de nome (antes era Quinta dos Grilos), mantém a sua boa relação preço/qualidade e é um vinho que podemos confiar. Também tem a versão branco.
Da região de Tondela, este tinto é composto pelas castas características do Dão. Por isso temos Touriga Nacional, Jaen, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Estagia 6 meses em barricas de carvalho francês. De cor rubi escuro, tem um aroma com boa intensidade com notas frutadas e lembrar morangos e groselhas frescas a par de um vegetal curioso tipo os pimentos dos Cabernet e ligeiro floral. A boca tem corpo mediano, boa acidez e taninos redondos. Tem sabores a fruta vermelha flores frescas e vegetal. Chocolate de leite e baunilha. Final longo e fresco.
Não chega á colheita de 2003 mas tem uma boa qualidade. Mais que pronto a ser bebido, é um vinho consensual, que dá algum prazer e que pelo preço que tem, é uma boa escolha para o dia a dia. 15,5.
publicado por allaboutwine às 07:14 | link do post | comentar

Amantis 2007

Situada a 1Km de Estremoz, a Quinta Dona Maria, também conhecida por Quinta do Carmo, é uma referência vínica em Portugal. Os vinhos Quinta do Carmo, agora marca pertencente ao porfólio de Joe Berardo, eram feitos com esta vinha, em que as vinhas velhas de Alicante Bouschet faziam os saudosos reservas da Quinta do Carmo. Com o regresso de Júlio Bastos aos vinhos, os vinhos da marca Quinta do Carmo passaram a ser feitos com vinhas de outra Quinta. Júlio Bastos, como não podia manter a marca, criou a referência Quinta Dona Maria, que segundo reza a história, era uma cortezã por que o rei João V se apaixonou. A Quinta foi uma oferta do rei á cortezã. A tradição dos vinho feitos nesta Quinta voltou ao seu melhor com as novas marcas Quinta Dona Maria, colheita e reserva, Amantis, e o topo de gama, Júlio B. Bastos, feito com as vinhas velhas de Alicante. A marca Amantis, lançada com o tinto de 2004 é , segundo o produtor, dedicado aos amantes do vinho. Este vinho em prova é a primeira colheita na versão branco. Feito com predominância de Viognier, uma casta que não me é querida, mas que aqui tem uma elegância fora do comum. Cai no copo com uma cor amarela citrina. Boa intensidade aromática com a fruta em primeiro plano. Lembra alguns citrinos como toranja e casca de laranja. Depois vêm as nêsperas, alperces, maças e ananás maduros. Mineral e toque fumado. Boca gorda, espacial, com uma excelente acidez. É marcada pela fruta madura, em especial alperce. Sente-se ainda fumados e um fundo abaunilhado. Final longo e complexo.
Temos aqui um belo branco, o melhor exemplar da casta que provei. Nada de aromas pesadões mas sim elegante e cheio de finesse. O preço também não assusta ninguém, e então para a qualidade que apresenta, é quase dado. 17,5.
publicado por allaboutwine às 04:16 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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