Brancos ainda mais baratos

A prova dos brancos até 4 euros feita pela Revista Vinhos só veio confirmar a evolução qualitativa dos vinhos de gama média, os vinhos que nos dão prazer no nosso dia a dia, os vinhos que nos custam pouco dinheiro e que ainda podemos comprar sem olhar para a carteira.
Mas existe outra realidade, que julgo ainda ser uma boa parte dos consumidores, que nem estes vinhos podem comprar para a sua refeição quotidiana, para quem estes vinhos são vinho de festa, de fim de semana quando são visitados pela família. E é esta questão que me leva a escrever este post.
A qualidade dos vinhos de entrada de gama, dos vinhos mais baratos, principalmente dos vinhos de Adega, que não custam mais de 2 euros. São vinhos que geralmente têm uma qualidade muito dúbia, aos quais nós torcemos o nariz.
Eu venho deixar a opinião que estes vinhos também estão cada vez melhores, pelo menos aqueles que bebi recentemente numa festa. Vinhos como o Adega Borba, Porta da Ravessa, Terras de Xisto, são vinhos que não envergonham ninguém e aos quais não afastamos o copo, podem crer. A tecnologia faz maravilhas e ajuda os enólogos a conseguir alguma qualidade em matéria prima muitas vezes precária, e isso faz com que os vinhos apareçam mais modernos, com mais fruta, com outra cara. A imagem também está mais apelativa e mais jovem, piscando o olho ao consumidor mais jovem e menos conhecedor ou talvez menos intusiasta do tema. Já podemos escolher este tipo de vinhos não só para temperar, mas também para bebe-los de forma despreocupada e descomplexada.
publicado por allaboutwine às 12:09 | link do post | comentar