Independent Winegrowers' Association

Ocorreu no dia 2 de Junho, no Hotel Ritz, uma prova de vinhos para a imprensa da IWG, Independent Winegrowers' Association. Uma Associação de 6 produtores do centro e norte de Portugal, cuja finalidade é a conjugação de esforços para a exportação dos seus vinhos.
Esta prova teve como principal objectivo a apresentação das novas colheitas e novidades dos produtores. Foi seguida de um jantar onde estiveram alguns dos vinhos provados anteriormente.

Deixo aqui algumas impressões sobre os vinhos provados, que não dando tempo de prova-los a todos, deu para perceber a elevada qualidade dos mesmos.



A prova foi orientada por João Paulo Araújo, que assim apresentou as novidades de SanJoanne e da Vegia. Começamos por um espumante Reserva 2002 da Quinta de Sanjoanne. Um espumante intenso, citrino e fumado e com uma bela acidez. Gostei muito. Percorremos depois os vinhos Quinta da Sanjoanne 2008, um vinho fresco e com vegetal intenso, o Quinta de Sanjoanne Escolha 2004, com aroma evoluído, verniz, apetrolados, banana. Um vinho com forte personalidade. Para acabar os brancos fomos para o Quinta de Sanjoanne Superior 2007, este mais floral frutado e mineral. Irá evoluir bem.
Nos tintos, começámos por um Porta Fronha 2006, muito frutado, o Quinta da Vegia 2006, este mais austero, com mineralidade, e o Quinta da Vegia Reserva 2005, que já conhecia e que está a evoluir muito bem. Em grande.



Domingos Alves de Sousa fez a apesentação. Nos brancos, começamos por um Branco da Gaivosa Reserva 2007, austero, vegetal, mineral, ligeira baunilha, com bom volume e bela acidez. Não conhecia este vinho e foi uma bela surpresa. Depois o grande branco da prova, o Alves de Sousa Reserva Pessoal 2005, um vinho complexo e que me dá muito prazer. Para guardar em cave.
Nos tintos, provámos o Quinta da Gaivosa 2005, complexo, guloso, floral, balsâmico. Muito bem. Fomos para o Quinta Vale da Raposa Grande Escolha 2006, um vinho frutado e com forte vertente floral. Moderno no perfil. Passámos ao Quinta Vale da Raposa Touriga Nacional 2007, onde aparecia o chocolate em conjunto com a fruta e as flores. Belo vinho. Acabámos numa novidade absoluta, um vinho tinto de colheita tardia, o Tinto Doce Colheita de Natal 2007, um vinho doce, guloso. Gostei bastante.



Aqui falou Luis Pato. Não provei os vinhos todos deste produtor. Tive pena.
Destaco um espumante Vinha Formal, de belo efeito, muito guloso e o Vinha Formal 2008, um vinho complexo e com personalidade forte e que foge ao perfil frutado. Em relação aos tintos, fiqeui-me pelos Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2006 e 2007. O 2006 é um vinho acetinado, com notas de verniz e grande profundidade. O 2007, um pouco mais fechado mas dentro da mesma linha. Nunca os tinha provado e para mim foram dos melhores tintos que provei na minha vida. Que vinhos! Provámos ainda, ao fim do jantar, o FLP 2008, um vinho bem curioso e com bom perfil para acompanhar sobremesas.




Foi Pedro Araújo que apresentou os vinhos. Começamos por um espumante, Quinta do Ameal Arinto Bruto 2002, um espumante austero, seco, bolha fina e com bela acidez. Perfeito para a comida. Depois tivemos o Quinta do Ameal Loureiro 2008, um vinho vegetal, com citrinos e flores. De bom efeito. Depois passámos ao Quinta do Ameal escolha 2007, um vinho estagiado em madeira, com leve baunilha a par de notas citrinas e apetroladas. Provámos ainda o Quinta do Ameal Escolha 2004, pleno de vida, vegetal, mineral, ligeiros apetrolados e com fruta citrina. Por fim, um vinho feito através da secagem das uvas depois de recolhidas, que dão origem a um vinho doce, com aromas de passas, mel, pó de talco, alperce, o Quinta do Ameal Special Harvest 2007. Vinho de belo efeito.





Foi Nuno Araújo que apresentou os vinhos. Por falta de tempo fiquei-me pelos brancos, mas com curiosidade de provar os tintos deste produtor, de quem tão bem falam.
Começamos pelo Covela Colheita Seleccionada 2007, um branco profundo, austero, citrino. Depois passámos ao Covela Escolha 2007, este com madeira mas também austero, vegetal, com fruta citrina e toques de querosene e mineralidade. Por último, passámos ao Covela Escolha 2008, com curiosos toques de tremoços, vegetal, com grande austeridade.



Prova apresentada por Luís Lourenço. Esperava encontrar o famoso encruzado, mas não tinha sido ainda engarrafado. Por isso, fiqeui-me, também por falta de tempo, pelo Quinta das Maias Malvasia Fina 2008, um vinho com um perfil diferente dos anos anteriores, mais adocidado, com aromas de ananás em lata. Esta doçura irá ao encontro dos gostos asiáticos e para a comida mais delicada. Um vinho que fará as delícias do público feminino. Nos tintos, provei o Quinta dos Roques Reserva 2006, um tinto que acompanhou o jantar de forma grandiosa, de belo efeito, com boa austeridade, flores, fruta e forte mineralidade. Fiquei com água na boca pelos tintos que não provei, as amostras do Jaen, Alfrocheiro e Touriga Nacional, todos de 2007.



A acompanhar estes belos vinhos, nada melhor que um bom repasto. Aqui fica o cardápio para a posteridade.

-Risotto de lagostins e girolles, trufa preta e limão com flor de sal.
-Peixe-galo com crosta de legumes, calamares salteados, piquillo e molho de caril doce.
-Lombo de novilho com trufa preta, cromesqui de foie gras e pão de especiarias, terrina de legumes e emulsão de espargos.
-Sericaria com gelado de baunilha.


Resta-me agradecer o convite, a oportunidade de prover grandes vinhos e de conhecer pessoalmente quem os produz. Ficaram vinhos por provar e alguns dos provados merecem prova muito mais atenta. Oportunidades não faltarão.
publicado por allaboutwine às 03:47 | link do post | comentar